quinta-feira, 24 de maio de 2012

Está a terminar o mês de Maria! O mês da mãe de Deus! O mês da mãe de todos nós!!!


Neste mês que está a terminar, um mês tão especial! Mês de Maio, mês de Maria! Venho dar testemunho da minha fé em Maria! Uma fé que tem crescido nas últimas semanas! Eu que tanto critico muito daquilo que se passa em Fátima!! Aquilo que mesmo assim me parece mais crendice do que verdadeira fé!!! 

 O Rosário é um dos melhores métodos de oração!! Senão vejamos: 

 Na carta apostólica do Beato João Paulo II “ROSARIUM VIRGINIS MARIAE” diz-nos o seguinte:

 “O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã. Desenvolvido no Ocidente, é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à « oração do coração » ou « oração de Jesus » germinada no húmus do Oriente cristão.”

 “Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra sua: « Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As recordações de Jesus, estampadas na sua alma, acompanharam-na em cada circunstância, levando-a a percorrer novamente com o pensamento os vários momentos da sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o “rosário” que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena.” 

“O Rosário, precisamente a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. Privado desta dimensão, perderia sentido, como sublinhava Paulo VI: « Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de vir a achar-se em contradição com a advertência de Jesus: “Na oração não sejais palavrosos como os gentios, que imaginam que hão-de ser ouvidos graças à sua verbosidade” (Mt 6, 7). Por sua natureza, a recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d'Aquela que mais de perto esteve em contacto com o mesmo Senhor, e que abram o acesso às suas insondáveis riquezas ».”

 “No itinerário espiritual do Rosário, fundado na incessante contemplação – em companhia de Maria – do rosto de Cristo, este ideal exigente de configuração com Ele alcança-se através do trato, podemos dizer, “amistoso”. Este introduz-nos de modo natural na vida de Cristo e como que faz-nos “respirar” os seus sentimentos.”

" O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. A imploração insistente da Mãe de Deus apoia-se na confiança de que a sua materna intercessão tudo pode no coração do Filho. Ela é “omnipotente por graça”, como, com expressãoaudaz a ser bem entendida, dizia o Beato Bártolo Longo na sua Súplica à Virgem." 

 “O Rosário é também um itinerário de anúncio e aprofundamento, no qual o mistério de Cristo é continuamente oferecido aos diversos níveis da experiência cristã. O módulo é o de uma apresentação orante e contemplativa, que visa plasmar o discípulo segundo o coração de Cristo. De facto, se na recitação do Rosário todos os elementos para uma meditação eficaz forem devidamente valorizados, torna-se, especialmente nacelebração comunitária nas paróquias e nos santuários, uma significativa oportunidade catequética que os Pastores devem saber aproveitar. A Virgem do Rosário continua também deste modo a sua obra de anúncio de Cristo. A história do Rosário mostra como esta oração foi utilizada especialmente pelos Dominicanos, num momento difícil para a Igreja por causa da difusão da heresia. Hoje encontramo-nos diante de novos desafios. Porque não retomar na mão o Terço com a fé dos que nos precederam? O Rosário conserva toda a sua força e permanece um recurso não descurável na bagagem pastoral de todo o bom evangelizador.”

terça-feira, 22 de maio de 2012

E tu amas Portugal?



Ser Português é amar Portugal! E tu amas Portugal?

João Cesar das Neves no seu artigo de opinião de ontem descreve a sua opinião sobre o nosso patriotismo! Da qual eu concordo totalmente senão vejamos:

 “Ainda há muita gente que ama verdadeiramente Portugal. Ama- -o, não por ser grande e próspero, não pelas suas obras e feitos, não omitindo fraquezas e misérias. Ama-o por ser o que é. Ama-o por ser nosso. Ama-o por ser aquilo que somos.”


 “É indiscutível o terrível sofrimento de tantos e a legítima indignação por erros inacreditáveis, ultrajes descarados, crimes impunes. Mas tudo isso remete apenas para pessoas concretas, factos particulares, circunstâncias específicas. Extrapolar de situações individuais para injúrias colectivas é, em si mesmo, um erro, um ultraje, um abuso. Apesar de comum.”


 “Existe mesmo um prazer mórbido em exagerar os males, uma satisfação doentia em coleccionar misérias e maldades. Muitos sentem ânsia em apregoar desgraças, em afirmar que sempre foi assim, que Portugal nunca saiu da "cepa torta", que "este país" não tem emenda.”


 “Sem se darem conta de que esses esforços são, em si mesmos, os verdadeiros sinais da alegada decadência. O País não é mau, apesar da inegável mediocridade dessas elites.”


 “Todos os povos passam continuamente por momentos altos e baixos, épocas de grandeza e sofrimento. Faz parte da natureza humana. Afinal, cada crise é apenas um desafio à presente geração para vencer as dificuldades que lhe competem, como as anteriores fizeram. Como elas, podemos conseguir ou falhar. Mas a culpa do resultado não é do País, cultura ou tradição nacional. É mesmo só nossa.”


 “É verdade que, ao contrário do que dizem os mórbidos, há muito de que nos orgulhar na história, que tem características únicas e espantosas: as mais antigas e estáveis fronteiras do planeta, enorme diversidade em pequeno espaço, influência espalhada pelo mundo, resiliência, hospitalidade, bonomia, imaginação, improvisação. Tal não deve gerar orgulho, raiz de todo o mal, mas alegria e humildade.”


 “Acima de tudo, como todos os humanos, anseia ser amado. Amado precisamente como é. Esta é a única atitude séria: amar o País por ele ser nosso. O único que temos. Sem ele nada somos. Amá-lo com tudo o que tem de bom, e é muito, e o que fez de mal, que deve ser mais. Felizmente muita gente ama Portugal.”

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O que é a liberdade?






Quando em Portugal se comemora os 38 anos da revolução do 25 de Abril - a revolução dos cravos, a revolução que trouxe a liberdade e a democracia a Portugal e aos portugueses - seria aconselhável fazer uma reflexão sobre o que é a liberdade!

Será que liberdade é fazer e dizer o que se quer?

Será que liberdade é permitir à mulher abortar quando quiser e as vezes que quiser?

Será que liberdade é insultar, gozar e maltratar colegas e professores?

Será que liberdade é dizer mal, insultar, difamar, levantar falso testemunho sobre uma pessoa ou instituição só porque não gostamos deles ou lhes queremos fazer mal?

Será que liberdade é os nossos políticos servirem-se do País em vez de servirem o País?

Será que liberdade é os nossos empresários tratarem os funcionários como meros números em vez de os tratarem como pessoas?


A liberdade de um individuo termina onde começa a do outro!!!
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Será que estas diretrizes para o tratamento de eventuais casos de abusos sexual de menores, ocorridos na Igreja, irão acalmar os críticos da Igreja?


Depois de tanto se falar de pedofilia na Igreja, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu definir diretrizes para o tratamento de eventuais casos de abusos sexual de menores, ocorridos na Igreja! 
Será que estas medidas irão acalmar os críticos da Igreja?

Aqui ficam alguns trechos de uma notícia publicada pela Agência ECCLESIA

 «“Cada pessoa jurídica canónica cooperará com a sociedade e com as respetivas autoridades civis”, assinalam os bispos, que pedem “transparência e prontidão” na resposta às autoridades competentes para salvaguardar “os direitos das pessoas, incluindo o seu bom nome e o princípio da presunção de inocência”.»

 «No caso de “confirmação dos indícios ou da credibilidade das evidências da prática do delito”, a CEP determina a “instauração imediata do procedimento canónico” e o “aconselhamento da vítima ou denunciantes a promover a participação imediata dos factos às autoridades civis competentes”.» 

 «Recomenda-se ainda que se faça “todo o possível para assegurar que haja apoio pastoral e ajuda terapêutica à vítima e à sua família, quando se mostre necessário e conveniente”.»

 «Nesse sentido, o documento episcopal sublinha que a “frontalidade da resposta das instituições da Igreja”, com a aplicação das penas canónicas e remissão ao foro civil dos abusadores, deve abrir caminho a “semelhante atitude de rejeição por outros grupos”.» 

 «Estas novas diretrizes têm como destinatários imediatos “o clero e todos os que trabalham ou colaboram de alguma forma na atividade da Igreja”, apelando ao “respeito pela dignidade das crianças, adolescentes e jovens menores”.» «As sanções previstas pela Igreja Católica podem chegar à suspensão do exercício do ministério sacerdotal e à demissão do estado clerical.»

 «Os últimos pontos do documento recomendam “grande prudência” nas “expressões de afeto”, falando na necessidade de promover um “saudável amadurecimento psicológico e afetivo dos candidatos e dos seminaristas”, bem como da vigilância sobre transferência de seminaristas ou de transferência de padres entre dioceses.» 

 Aqui fica o texto das diretrizes na íntegra!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"o aspeto mais importante é a qualidade".



Nesta notícia o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão tece os seguintes comentários aproposito dos resultados do estudo do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa:

«a quantidade não é fundamental" e que "o aspeto mais importante é a qualidade.”»


«"quem é católico é porque o quer" e "não por pressões familiares e socio-políticas", ligando essa realidade "a um clima de maior liberdade para que cada um possa tomar as suas opções".»
«considera os resultados como um desafio que lhe é feito" e que um dos caminhos passa por "ir ter com os jovens que nos desafiam e levar-lhes os valores de fé, sempre com uma mensagem renovada".»

Tenho que dizer que concordo totalmente com o Pe Manuel Morujão!! Ser Católico é muito mais do que ser batizado! As portas da Igreja têm que estar abertas! Mas será que faz sentido estarem escancaradas, para quem só quer receber os sacramentos para fazer festa (folclore)?



terça-feira, 17 de abril de 2012

A crescente descrença dos Católicos Portugueses







Nesta notícia fica evidente a diminuição de pessoas em Portugal que se dizem Católicas!! Mas isso não me preocupa!! O que me preocupa é o total desconhecimento do que é a Igreja, o Vaticano, esta grande e única instituição milenar! Senão vejamos, nesta noticia os que se dizem ateus argumentam a sua descrença com base nas seguintes alegações:

“Questionados sobre a razão de não terem qualquer religião, a maioria dos inquiridos apresentou três razões: convicção pessoal, desacordo com as doutrinas e regras das igrejas e por preferir ser autónomo face às normas e práticas das religiões.”



“Um em cada três inquiridos disse não concordar "com a doutrina de nenhuma Igreja ou religião" e 22,2% disse discordar das "regras morais das Igrejas e religiões". Mais de uma em cada dez pessoas (12,2%) apontou ainda o "mau exemplo das pessoas religiosas em geral" para não ter religião.”Essas pessoas esquecem-se do seguinte:



“Ao criar o homem à sua imagem, o próprio Deus inscreveu no coração humano o desejo de O ver. Mesmo que, muitas vezes, tal desejo seja ignorado, Deus não cessa de atrair o homem a Si, para que viva e encontre n’Ele aquela plenitude de verdade e de felicidade, que ele procura sem descanso. Por natureza e por vocação, o homem é um ser religioso, capaz de entrar em comunhão com Deus. É este vínculo íntimo e vital com Deus que confere ao homem a sua dignidade fundamental.”

“A liberdade é o poder, dado por Deus ao homem, de agir e não agir, de fazer isto ou aquilo, praticando assim por si mesmo acções deliberadas. A liberdade caracteriza os actos propriamente humanos. Quanto mais faz o bem, mais alguém se torna livre. A liberdade atinge a perfeição quando é ordenada para Deus, sumo Bem e nossa Bem-aventurança. A liberdade implica também a possibilidade de escolher entre o bem e o mal. A escolha do mal é um abuso da liberdade, que conduz à escravatura do pecado.”

“O acto é moralmente bom quando supõe, ao mesmo tempo, a bondade do objecto, do fim em vista e das circunstâncias. O objecto escolhido pode, por si só, viciar toda a acção, mesmo se a sua intenção for boa. Não é lícito fazer o mal para que dele derive um bem. Um fim mau pode corromper a acção, mesmo que, em si, o seu objecto seja bom. Pelo contrário, um fim bom não torna bom um comportamento que for mau pelo seu objecto, uma vez que o fim não justifica os meios. As circunstâncias podem atenuar ou aumentar a responsabilidade de quem age, mas não podem modificar a qualidade moral dos próprios actos, não tornam nunca boa uma acção que, em si, é má.”

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um dos novos velhos tipos de perseguições ao Cristianismo












Cristãos, Católicos e até membros de outras Religiões estejam atentos! Pois este tipo de perseguições poderão afectar-nos nos próximos anos!





Foi com algum espanto, e até incredulidade que ouvi falar pela primeira vez da bíblia satânica! Pensava eu que isto era fruto da imaginação de alguns! Mas, qual não é o meu espanto que, numa pequena e fácil pesquisa na net, logo a encontrei!!! Ao fazer uma leitura transversal fiquei preocupado, por tal motivo decidi escrever este artigo como forma de repudio e indignação pela quantidade de blasfémias contidas em tão poucas linhas!!





Senão vejamos:




“1. Satã representa indulgência, em vez de abstinência!
2. Satã representa existência vital, em vez de sonhos espirituais!
3. Satã representa sabedoria pura, em vez da autoilusão hipócrita!
4. Satã representa bondade para quem a merece, em vez de amor desperdiçado aos ingratos!
5. Satã representa vingança, em vez de virar a outra face!
6. Satã representa responsabilidade para o responsável, em vez de se ligar a vampiros espirituais!
7. Satã representa o homem como um outro animal, algumas vezes melhor, mais freqüentemente pior do que os outros que caminham de quatro, porque em seu "divino desenvolvimento espiritual e intelectual", se tornou o animal mais viciado de todos!
8. Satã representa todos os denominados pecados, pois eles se direcionam a uma gratificação física, mental e emocional!
9. Satã tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, pois ele cuidou dos seus negócios todos esses anos!




““1)"Amar ao próximo" tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que
autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia?
2) É natural aos inimigos fazer o bem a todos? E o que é o bem?
3) Pode a vítima dilacerada e coberta de sangue amar o sangue esguichado pelos tubarões que a dilaceraram membro por membro?
4) Não somos todos nós animais predatórios por instinto? Se os homens pararem de depredar os outros, eles
poderão continuar a existir?
5) Não é a luxúria e o desejo carnal a mais verdadeira definição para descrever o "amor" quando aplicada à
continuidade da raça? Não é o "amor" das bajuladas escrituras simplesmente um eufemismo para a atividade sexual, ou era o grande mestre um exaltador de eunucos?
6) Ame os seus inimigos e faça o bem aos que o odeiam e o usam - não é a desprezível filosofia da pessoa servil que vira as costas quando chutado?
7) Odeie seus inimigos na totalidade do seu coração, e se um homem lhe dá uma bofetada, dê-lhe outra!; atinja-o dilacerando e desmembrando-o, pois autopreservação é a lei suprema!
8) Quem mostra a outra face é um cão covarde!”

Isto é só uma pequena amostra! O que acho ser suficiente para nos por alerta e realmente preocupados!!!

Ler mais:

http://ouijahp.kit.net/downloads/biblia_satanica.pdf

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bento XVI e os Católicos por hábito






Ao ler as notícias sobre a visita do Papa Bento XVI á sua terra natal, fico com a nítida sensação de que temos um Papa muito atento ao que se passa com o seu imenso rebanho! Ficam aqui as frases que para mim são mais significativas:

“a “verdadeira crise da Igreja” Católica no mundo ocidental é uma “crise de fé”, apontando o dedo às consequências do relativismo e o individualismo.”

“Às vezes, este relativismo torna-se combativo, lançando-se contra pessoas que afirmam saber onde se encontra a verdade ou o sentido da vida”

“No nosso mundo rico ocidental, há carências. Muitas pessoas carecem da experiência da bondade de Deus. Não encontram qualquer ponto de contacto com as Igrejas institucionais e as suas estruturas tradicionais”

“A Igreja deve abrir-se incessantemente às inquietações do mundo e dedicar-se a elas sem reservas”, prosseguiu o Papa, alertando para “uma tendência contrária, ou seja, a de uma Igreja que se acomoda neste mundo” e “dá uma importância maior, não ao seu chamamento à abertura, mas à organização e à institucionalização”.
Citando a beata Teresa de Calcutá, Bento XVI afirmou que “a Igreja não são apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o Papa e os bispos”, mas todos os batizados, chamados a deixar de lado “tudo aquilo que seja apenas tática e procurar a plena sinceridade, que não descura nem reprime nada da verdade do hoje”

“Uma Igreja aliviada dos elementos mundanos é capaz de comunicar aos homens, precisamente no âmbito sociocaritativo – tanto aos que sofrem como àqueles que os ajudam –, a força vital particular da fé cristã”, disse ainda."

“não são as palavras que contam, mas o agir, os atos de conversão e de fé”

“Em última análise, a renovação da Igreja só poderá realizar-se através da disponibilidade à conversão e duma fé renovada”



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma Igreja plenamente Cristã



“Como procederia Jesus nas actuais situações, quando pensamos no modo como agiu? Seria contra o preservativo, os anticonceptivos, excluiria as mulheres, obrigaria ao celibato, proibiria a comunhão aos recasados? Que diria sobre as relações sexuais antes do casamento? Como procederia em relação ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso?”

Estas perguntas estão num artigo de opinião do Padre Anselmo Borges publicado no jornal Diário de Noticias, que nesse mesmo artigo responde da seguinte maneira:

“A Igreja não pode entender-se como um aparelho de poder ou uma empresa religiosa, mas como povo de Deus e comunidade do Espírito nos diferentes lugares e no mundo. O papado não tem que desaparecer, mas o Papa não pode ser visto como "um autocrata espiritual", antes como o bispo que tem o primado pastoral, vinculado colegialmente com os outros bispos.”

“A Igreja, ao mesmo tempo que tem de fortalecer as suas funções nucleares - oferecer aos homens e mulheres de hoje a mensagem cristã, de modo compreensível, sem arcaísmos nem dogmatismos escolásticos, e celebrar os sacramentos -, deve assumir as suas responsabilidades sociais, apresentando, sem partidarismos, à sociedade opções fundamentais, orientações para um futuro melhor.”

“Não se trata de acabar com a Cúria Romana, mas de reformá-la segundo o Evangelho. Essa reforma implica humildade evangélica (renúncia a títulos como: Monsignori, Excelências, Reverências, Eminências...), simplicidade evangélica, fraternidade evangélica, liberdade evangélica. E é necessário mais pessoal profissional, acabando com o favoritismo. De facto, esta Igreja é altamente hierarquizada e ao mesmo tempo caótica. Quem manda no Vaticano? "Conselheiros independentes haverá poucos."”

“Mais: precisa-se de transparência nas finanças da Igreja; deve-se acabar com a Inquisição, não bastando reformá-la, e eliminar todas as formas de repressão; não é suficiente melhorar o Direito eclesiástico, que precisa de uma reforma de base; deve-se permitir o casamento dos padres e dos bispos, abrir às mulheres todos os cargos da Igreja, incluir a participação do clero e dos leigos na eleição dos bispos; não se pode continuar a vedar a Eucaristia a católicos e protestantes; é preciso promover a compreensão ecuménica e o trabalho em conjunto.”



Só assim poderemos ter uma Igreja mais Cristã!












quinta-feira, 28 de julho de 2011

Donde vem o mal?



É comum ouvir até mesmo entre pessoas crentes um discurso derrotista, um discurso de descrença e de desânimo quando algo corre mal, do género: “se Deus existe porque é que há tanta maldade no mundo?”, “Não poderia Deus acabar com tanto sofrimento no mundo?”
O Padre Anselmo Borges neste artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias ajuda a compreender o mal existente no mundo!

Ver:


http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1851941&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco

Aqui ficam as frases mais significativas para mim:


“Quando procuramos a raiz última do mal, encontramo-la na finitude. O mundo é finito e, por isso, há nele, inevitavelmente, mal: o finito não pode ser perfeito, pois tem falhas, carências, e nele haverá choques, pois, como escreveu Espinosa, "toda a determinação é negação".”
“é preciso considerar é que o mundo produz mal, todo o mal tem origem no próprio mundo. Por isso, na peste negra, houve procissões; com o terramoto de Lisboa, pensou-se que Deus o tinha permitido. Agora, com o tsunami no Japão, dá-se uma explicação científica, e, com a sida, investiga-se nos laboratórios.”


“se o mal é inevitável, por que é que Deus o criou? "Não posso responder ao ateu que diz que o mundo é absurdo, que não vale a pena. Eu não sou pessimista: creio que vale a pena e que há um referendo na Humanidade: todos, no fundo, sabemos que vale a pena. Por isso, continuamos a trazer filhos ao mundo."”



“pois todos têm de enfrentar-se com o mal e cada um tem a sua resposta para o problema. O crente religioso tem a sua: crê que Deus não teria criado o mundo, se de algum modo não fosse possível libertar--nos do mal. O que se passa é que o que não é possível num dado momento pode sê-lo mais tarde. Quem pode conceber-se a aparecer já adulto no mundo? A realidade é processual, e o crente em Deus como Amor e Anti-mal espera a salvação definitiva e plena para lá da morte.”



“depois da morte, não continuamos finitos? Confiamos em Deus e podemos mostrar, com razões, que a salvação eterna não é contraditória, mas possível.”



“Sim, a pessoa é um ser finito, mas com uma abertura infinita. Este é o mistério do Homem. Nunca estamos acabados, nenhum ser humano morre definitivamente feito. Não há nada finito que possa preencher a abertura humana, não há nada finito que possa realizar a nossa capacidade de conhecer e amar.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fim do mundo“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe: nem os anjos do Céu, nem o Filho, só o Pai” ( Mt 24, 3-36)








Foi com algum espanto e preocupação que li na semana passada notícias que davam conta de uma recomendação do Vigário Geral da diocese de Leiria-Fátima o Padre Jorge Manuel Faria Guarda. A nota oficial foi publicada na página oficial da diocese de Leiria-Fátima, na Internet. Essa nota oficial dá conta da existência de grupos de oração católicos, que se reúnem em casas particulares; grupos de oração “inspirados em diversas correntes de espiritualidade e de piedade, por vezes mariana e fatimita [relacionados com a mensagem de Fátima] ” nos quais “circulam mensagens de videntes e de pretensas aparições da Virgem Maria”, com conteúdos “por vezes de teor apocalíptico a prever o fim do mundo”. O que na minha opinião é preocupante, pois este tipo de grupos de oração são degenerastes e degradantes, confundindo as pessoas menos preparadas na sua formação da fé!





Nessa mesma nota oficial o Vigário Geral da diocese de Leiria-Fátima faz as seguintes recomendações:

“É louvável que os fiéis leigos tomem iniciativas para constituir grupos de oração…. Na adesão a tais grupos, os fiéis católicos procurem informar-se sobre os mesmos e se têm a aprovação por parte dos pastores da Igreja, nomeadamente do pároco local. Os pastores, por seu lado, procurem avaliar as iniciativas dos leigos, reconheçam o que é bom, acolham-no e dêem aos fiéis esclarecimentos e apoios oportunos.”

“Na prática da oração, tenham-se em conta os ensinamentos de Jesus que adverte para não se usarem de vãs repetições e não se pensar que, por muito falar, se é atendido (cf Mt 6, 5-15)…….. É verdade que há vários modos de fazer oração, mas nem todas têm o mesmo valor. Prefira-se as que se baseiam na palavra de Deus e as que são aprovadas pela Igreja, em vez das que resultam de visões ou aparições privadas não confirmadas pelos pastores da Igreja.”

“Perante mensagens que anunciam o fim do mundo e castigos para breve, os fiéis católicos não se deixem amedrontar. Jesus exortou os seus discípulos a não terem medo. E, sobre o fim do mundo, disse-lhes que tivessem cuidado para que ninguém os desencaminhasse nem enganasse, porque viriam muitos em seu nome que haveriam de enganar muita gente, “mas aquele que se mantivesse firme até ao fim seria salvo”…… Portanto quem pretende ter recebido uma visão a indicar o fim do mundo para breve ou indicando uma data está a inventar isso por sua cabeça e a mentir.”

“Também S. Paulo recomendou aos cristãos de Tessalónica que examinassem as profecias e retivessem somente o que fosse bom ( 1 Tes 5,20-22). É que já no seu tempo, particularmente na comunidade de Tessalónica, havia quem difundisse mensagens amedrontadoras, usando por vezes abusivamente o nome de um apóstolo. ………Hoje, há quem use o nome de Nossa Senhora ou o seu Imaculado Coração para divulgar esse tipo de mensagens. É preciso não se deixar enganar. O critério para avaliar se uma mensagem, venha ela de onde vier, pode ser tida por verdadeira é a sua conformidade com o Evangelho de Jesus Cristo e a doutrina cristã.”

“Tenham os fiéis algum cuidado quando se lhe pede dinheiro nos grupos de oração…… Há quem se aproveite da generosidade dos outros.”

“Para evitar deixar-se enganar, recomenda-se aos fiéis católicos que cuidem da sua própria formação na fé, quer pela leitura e estudo pessoal quer frequentando as iniciativas paroquiais ou mesmo a Escola diocesana “Razões da Esperança” e o Centro de Formação e Cultura; e quaisquer acções de formação proporcionadas na Igreja.”

Ler mais:




terça-feira, 31 de maio de 2011

Falemos do que está realmente em jogo nestas eleições legislativas!






Estando a menos de uma semana das eleições legislativas, há ainda muitos portugueses com muitas dúvidas; não sabem se devem ir votar, em quem votar, se estas eleições terão realmente repercussões na nossa vida quotidiana etc.

O Doutor João César das Neves, no seu artigo de opinião publicado hoje no jornal Diário de Noticias, ajuda-nos a compreender o quanto é importante ir votar nestas eleições!
Resumindo, só com o nosso voto, o voto consciente de cada português se pode escolher o caminho que queremos para o nosso país!

Aqui fica o que de mais significante encontrei neste artigo:

“Para entender a situação é preciso ultrapassar o nevoeiro da retórica eleitoral e a tolice dos comentadores de ocasião e avaliar o plano económico. Isso exige algo que poucos fazem: ler o "memorando de entendimento", não para encontrar argumentos, mas para saber o que diz.”

“O plano tem três aspectos surpreendentes. Primeiro, ao contrário de 1978 e 1983, não se limita ao buraco financeiro, mas preocupa-se com o crescimento e a reestruturação da economia. Do mercado de trabalho (4.1-4.9) à energia (5), saúde (3.49-3.82), bancos (2) e correios (5.20-5.21), as propostas estendem-se a múltiplos aspectos da situação. Claro que as coisas estão ligadas e o pagamento da dívida será facilitado se a estagnação económica for rompida. Mas o FMI costuma ser acusado de visão mesquinha e curta, sacrificando o desenvolvimento futuro aos pagamentos imediatos. Desta vez, pelo menos, adoptou atitude larga e sensata.”

“Além disso, forçando dolorosos ajustamentos que farão sofrer muita gente, o plano mostra preocupações sociais de justiça: nas pensões (1.11), nos benefícios fiscais (1.20 i), nas taxas moderadoras (3.49), no acesso à saúde (3.69 i), no subsídio de desemprego (4.1 iv), etc. Também isto é inesperado. Mas o elemento central é que, apesar de marcar metas claras e precisas, deixa a Portugal a escolha dos meios para as atingir. Chega a recomendar estudos que indicarão a solução. Haverá controle apertado na obtenção de exigentes objectivos, mas bastantes graus de liberdade na forma de os conseguir.”

“Este elemento torna as eleições relevantes. O plano apenas fornece um esquema geral, que o nosso Governo concretizará. Ele acerta os totais; mas dá liberdade nas parcelas. Seremos nós a decidir quem paga os custos da solidez financeira. O memorando traça o destino, e nisso o nosso voto é irrelevante. O que decidiremos no domingo é a partilha de sacrifícios. Esta é, ao mesmo tempo, a oportunidade e o perigo, pois torna visível a nossa questão social.”

Primeiro, maioria absoluta. Depois, um Governo com sentido de Estado, que ponha o interesse nacional acima da popularidade imediata. Se o plano tiver sucesso, dentro de quatro anos ganhará as eleições por mérito próprio. Entretanto, poderá ir atirando a culpas para o FMI.”

“Portugal tem três problemas: financeiro, económico e social. O memorando tratará dos dois primeiros, se as eleições resolverem o terceiro.”


Ler mais:



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Assim se faz campanha eleitoral no nosso país!

Compram-se apoiantes por dez ou quinze euros; mesmo que não possam votar! Pois…trata-se de emigrantes!



Barra-se a aproximação de manifestantes incómodos a qualquer custo! Nem que seja com recurso á violência!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

As semelhanças entre José Sócrates e o grande actor António Silva

Ao ler o artigo de opinião do Dr. João César das Neves publicado hoje no jornal Diário de Noticias, senti um misto de preocupação e vontade de rir!!



É tão evidente a semelhança entre estes dois grandes actores, que, não resisti á tentação de aos trechos do artigo de opinião adicionar pequenos vídeos do grande actor que foi António Silva!




“Na campanha eleitoral de 2005 e nos primeiros meses após tomar posse como chefe do Governo, Sócrates tomou a atitude digna e severa do alfaiate Caetano de A Canção de Lisboa (1933). Sempre muito imparcial e desinteressado, criticava o Vasquinho da Anatomia (na circunstância o Dr. Santana Lopes, antecessor no cargo) como cábula e estroina. Acima de tudo, estava indignado por ele namorar com a filha, a costureirinha Alice (o povo). Entretanto, com "a máxima imparcialidade" manipulava a seu favor o resultado da eleição da rainha das costureiras da Academia Recreativa Dr. Barbosa Girão: "então um bocado de hino, façam favor, sim?". De facto, as promessas solenes de nunca subir impostos foram logo renegadas, aumentando o IVA. Afinal tudo não passava de um truque para poder "comer o dinheiro às velhotas", as tias de Trás-os-Montes.”



“À medida que o tempo passava o senhor Primeiro-Ministro, genial comediante, mudou de pele e foi aparecendo como o senhor Anastásio de O Leão da Estrela (1947). Eterno optimista, fazia promessas inauditas: plano tecnológico, reforma da administração, saúde e educação, energias renováveis, tudo ia ser possível: "O Peyroteo chuta no Terreiro do Paço e mete golo no estádio do Lima." Além disso defendia os seus partidários com todo o fanatismo: "Se é leão é um homem de bem." Com ele a democracia ganhava novos cambiantes: "Eu trato o meu semelhante de igual para igual: o que é meu é meu, o que é teu é nosso."



“Quando se começou a ver que as reformas afinal não aconteciam, e além disso os jornais descobriam escândalos sucessivos, houve nova mudança, desta vez para Simplício Costa de O Costa do Castelo (1943). Versejador, professor de fado, caloteiro sempre optimista, era imparável: "Quanto é que você aposta/que o povinho até se afasta,/quando vir passar o Costa/a correr com esta pasta?". Os seus planos e projectos eram como a da compra da telefonia de 300 escudos: "'Vendia-ma por 400. Eu dava-lhe 20 escudos semana sim, semana não. Na semana sim, que eu não pagaria, ficava para a semana não. Sim?' 'Não!'."



“Chegou-se finalmente ao momento decisivo. Em Setembro de 2008 o mundo caiu na maior crise do nosso tempo, que finalmente revelou José Sócrates na sua real personalidade. Ele é O Grande Elias (1950), o supremo aldrabão. Os seus esquemas são todos infalíveis. Foi à Europa e disse: "'Vamos fazer uma vaca de cem escudos. Tu dás os cem escudos'. 'E tu?'. 'Eu dou o palpite que vale três contos e quinhentos. Achas pouco?'". Assim os gastos iam subindo. Eram auto- -estradas, PPP, aeroporto, TGV, tudo ideias excelentes que sorviam cada vez mais verbas: "'200 contos!? Mas para que é que foi tanto dinheiro?' 'Outra ideia do Elias. Disse-me que era para uma fábrica de botões'. 'E que fizeram aos 200 contos'. 'Ora, abotoaram- -se com eles'." Só que infelizmente, ao contrário do filme, no final a tia do Brasil (que neste caso era alemã e chamava-se Ângela) não o quis salvar.”



“Tudo acabou, nos últimos tempos, como o Evaristo droguista de O Pátio das Cantigas (1942), julgando-se superior aos vizinhos, sempre ofendido porque acha que ninguém o entende. É gozado por todos mas mantêm uma sobranceira indignação perante as incompreensões. Acima de tudo, fica "dessincronizado" quando lhe gritam "Oh Evaristo, tens cá disto?". Porque já só terá aquilo que lhe emprestarem.”



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http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1847507&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco







terça-feira, 12 de abril de 2011

Os símbolos e as expressões religiosas no Ocidente são crime?




«Esconder a cara no espaço público, seja com o que for, é passível, a partir de hoje em França, de uma punição com uma multa de 150 euros ou um estágio de cidadania.”»

«"Esta lei é um atentado aos meus direitos europeus, não faço mais do que os defender: ou seja a minha liberdade de ir e vir, a minha liberdade religiosa", afirmou Drider, rodeada por alguns jornalistas na gare de Avignon (sudeste), onde ia apanhar um comboio para Paris.»

«"Esta lei viola o direito", insistiu esta mãe de quatro filhos que vive em Avignon.»

«"Segundo esta lei, a minha mulher devia ficar fechada em casa, acham normal? Não consigo compreender isto no país dos direitos humanos", declarou o marido, Allal Drider, que a tinha vindo acompanhar à gare.»

«No entanto, outras opiniões, como a de Malek Chebel, um dos principais teóricos do Islão em França e tradutor do Corão em francês, prefere classificar a medida como "uma lei má de má política". "O que está em causa é, apenas, o lugar do Islão em França, na Europa e no mundo", declarou Chebel, autor de obras de referência como "O Islão das Luzes" e que se distinguiu em quase dois anos de debate por ser tanto contra a interdição como contra o uso do véu integral. "O Islão causa medo: é uma religião jovem, em renascimento", sublinhou também Chebel.»



Ao ler estas notícias, fico com a nítida sensação de que o Ocidente está a tomar medidas extremistas semelhantes às que tanto criticamos nos países Islâmicos! Tal como a polémica dos crucifixos nas escolas, esta lei que proíbe o uso do véu integral em França parece-me excesso de zelo, até uma perseguição religiosa! Nos dias de hoje a Ocidente qualquer manifestação de fé é considerada quase um crime!


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terça-feira, 15 de março de 2011

Os nossos políticos Católicos e a Doutrina Social da Igreja


Sabendo nós que vivemos num País tradicionalmente Católico, havendo inclusive estudos que comprovam que mais de 80 % dos Portugueses receberam o sacramento do baptismo, é lógico acreditar que mais de 50% dos nossos Políticos sejam Católicos! É por tudo isso, é inadmissível as politicas por eles praticadas, á luz da Doutrina Social da Igreja!

Senão vejamos:


“Os modos concretos como a comunidade política organiza a própria estrutura e o equilíbrio dos poderes públicos, podem variar, segundo a diferente índole e o progresso histórico dos povos; mas devem sempre ordenar-se à formação de homens cultos, pacíficos e benévolos para com todos, em proveito de toda a família humana.” (G.S. 74)

“Para estabelecer uma vida política verdadeiramente humana, nada melhor do que fomentar sentimentos interiores de justiça e benevolência e serviço do bem comum e reforçar as convicções fundamentais acerca da verdadeira natureza da comunidade política, bem como do fim, recto exercício e limites da autoridade." (G.S. 73)

“Todos os cristãos tenham consciência da sua vocação especial e própria na comunidade política; por ela são obrigados a dar exemplo de sentida responsabilidade e dedicação pelo bem comum, de maneira a mostrarem também com factos como se harmonizam a autoridade e a liberdade, a iniciativa pessoal e a solidariedade do inteiro corpo social, a oportuna unidade com a proveitosa diversidade. Reconheçam as legítimas opiniões, divergentes entre si, acerca da organização da ordem temporal, e respeitem os cidadãos e grupos que as defendem honestamente……. Deve atender-se cuidadosamente à educação cívica e política, hoje tão necessária à população e sobretudo aos jovens, para que todos os cidadãos possam participar na vida da comunidade política. Os que são ou podem tornar-se aptos para exercer a difícil e muito nobre arte da política, preparem-se para ela; e procurem exercê-la sem pensar no interesse próprio ou em vantagens materiais.” (G.S. 75)

“Aderindo fielmente ao Evangelho e realizando a sua missão no mundo, a Igreja -a quem pertence fomentar e elevar tudo o que de verdadeiro, bom e belo se encontra na comunidade dos homens - consolida, para glória de Deus, a paz entre os homens.” (G.S. 76)


Se o homem se deixar ultrapassar e não prever a tempo e horas a emergência dos novos problemas sociais, estes tornar-se-ão demasiado graves para poder esperar-se para eles uma solução pacífica.” (O.A. 16)

“Tomar a sério a política, nos seus diversos níveis, local, regional, nacional e mundial, é afirmar o dever do homem, de todos os homens de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade. A política é uma maneira exigente - se bem que não seja a única - de viver o compromisso cristão, ao serviço dos outros. Sem resolver todos os problemas, naturalmente, a mesma política esforça-se por fornecer soluções, para as relações dos homens entre si. O seu domínio é vasto e abrange muitas coisas, não é porém, exclusivo; e uma atitude exorbitante que pretendesse fazer da política algo de absoluto, tornar-se-ia um perigo grave. Reconhecendo muito embora a autonomia da realidade política, esforçar-se-ão os cristãos, solicitados a entrarem na acção política, por encontrar uma coerência entre as suas opções e o Evangelho e, dentro de um legítimo pluralismo, por dar um testemunho, pessoal e colectivo, da seriedade da sua fé, mediante um serviço eficaz e desinteressado para com os homens.” (O.A.46)


“Misturadas com as diversas correntes e a par das aspirações legítimas insinuam-se também orientações ambíguas; por isso, o cristão deve operar uma selecção e evitar de comprometer-se em colaborações incondicionais e contrárias aos princípios de um verdadeiro humanismo, mesmo que tais colaborações sejam solicitadas em nome de solidariedades efectivamente sentidas. Se ele quiser, de fato, desempenhar um papel específico como cristão, em conformidade com a sua fé - aquele papel que os próprios não crentes esperam dele - ele deve velar, no decurso do seu compromisso activo, para que as suas motivações sejam sempre esclarecidas, para transcender os objectivos prosseguidos, com uma visão mais compreensiva, a qual lhe servirá para evitar o escolho dos particularismos egoístas e dos totalitarismos opressores.” (O.A. 49)

“A Igreja convida todos os cristãos para uma dupla tarefa, de animação e de inovação, a fim de fazer evoluir as estruturas, para as adaptar às verdadeiras necessidades actuais….. Cada um deve ter muito a peito o examinar-se a si mesmo e o fazer brotar em si aquela liberdade verdadeira segundo Cristo, que abra para uma visão universal, no meio dos condicionamentos mais particulares.” (O.A. 50)

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http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_sp.html

http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_letters/documents/hf_p-vi_apl_19710514_octogesima-adveniens_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#A COMUNIDADE POLÍTICA

segunda-feira, 14 de março de 2011

“Geração á rasca”? São todas!


Geração á rasca”, foi o titulo atribuído á manifestação ocorrida no sábado passado. As reacções não se fizeram esperar, para uns foi um sucesso, para outros uma vergonha! Para mim nem uma coisa nem outra!
Se por um lado tenho que dar razão a quem se manifestou, pois todos nós estamos á rasca! Por outro lado tenho que dizer que olhando ao facto de não ter ouvido ou lido qualquer proposta ou alternativa criteriosa, tenho também de concordar com quem não se manifestou!

João César das Neves no seu artigo de opinião publicado hoje no jornal Diário de Noticias revela a sua opinião, da qual eu partilho e aqui exponho grande parte.


Estes excertos levam-nos a questionar os verdadeiros fundamentos desta manifestação:


“Muita da irritação destas gerações é compreensível. Têm razão no protesto. Mas é bom lembrar que só há desilusão se antes houver ilusão. Foi o mito da vida fácil com dívida europeia que nos meteu a todos nesta crise. Nisso somos todos, mais ou menos, responsáveis.”

“Normalmente omite a terrível dureza da vida das duas primeiras gerações para se centrar na justa raiva das duas últimas. Assim motiva os protestos. Mas protestos porquê? Protestos contra quem? Será que vale a pena protestar contra a data do nosso nascimento? Contra a sociedade onde caímos? Quereríamos voltar atrás? Não podemos e, se pudéssemos, então era difícil convocar manifestações no Facebook!”

Protestos porquê? Seria razoável os avós dos actuais jovens terem-se manifestado contra a má electrificação? Os pais protestarem por sermos mais pobres que a Europa? Eles fizeram muitas manifestações no seu tempo, por exemplo contra a guerra colonial. Mas aí havia um pedido concreto. Hoje o problema dos protestos é não saberem o que querem que se faça. Sabem o que pretendem, o mesmo que todos queremos. Mas, como todos, não sabem bem como lá chegar.”

“Protestos contra quem? Quem é responsável pelo actual estado de coisas? Vamos acusar as gerações anteriores? De quê? Da electrificação? Da democracia e adesão à Europa? De nos terem trazido o Facebook e darem casa aos filhos, porque o trabalho precário não lhes permite melhor?”

Nos excertos que se seguem somos levados a reflectir sobre a realidade económica, social e política, que as últimas três gerações e a actual foram de algum modo “obrigadas” a viver ou sobreviver. Lançando também um repto de unidade e audácia para melhor preparar cívica e moralmente a geração que se segue:

“Existe ainda uma geração entre nós: aquela que terá cerca de 20 anos em 2030. Esses não têm culpa nenhuma. Seria bom que, em vez de protestar contra o estado da nossa geração, todos nos esforçássemos por melhorar a deles, enfrentando este desafio como enfrentámos os anteriores.”

“Ainda é activa boa parte das pessoas que tinham 20 anos por volta de 1955. Essas não se podem considerar enganadas, porque ninguém lhes disse que ia ser fácil. Viveram a guerra colonial e a prosperidade da ditadura. Mas é bom lembrar que nessa prosperidade tratava-se, por exemplo, de terminar a electrificação nacional. Mesmo com emprego seguro e crescimento geral, tinham uma vida hoje inimaginável.”

“A geração seguinte tinha 20 anos por volta de 1975. Essa não conheceu a guerra, mas fez o 25 de Abril e aderiu à Europa. As descrições românticas do período heróico tendem a esconder o medo, a incerteza, os sacrifícios dessa época. O Portugal que no tempo do salazarismo se sabia atrasado e pobre, mesmo crescendo rápido, deixou de crescer e andou nas notícias mundiais devido à confusão. Depois as coisas acalmaram e fomos o "o bom aluno europeu". Mas também aí a geração não foi enganada, porque todos lhe diziam que seria difícil o desafio. E foi.”

“Seguem-se os que tinham 20 anos por volta de 1995. Esses, de facto, podem dizer-se uma geração enganada. Discursos, debates, projectos, planos prometeram que, chegando ao euro, tudo ia ser fácil. Bastava estudar alguma coisinha e haveria empregos bons e seguros. Eles acreditaram. Para depois descobrirem amargamente aquilo que pais e avós tinham sabido à sua maneira: a vida é dura e ninguém nos garante nada. É verdade que a vida hoje é muito menos dura do que foi nas décadas anteriores, cuja dureza já esquecemos. Mas a frustração não vem do que se vive. Vem da expectativa.”

“Existe depois a geração que tem hoje mais ou menos 20 anos. Essa já não é enganada. Discursos, debates, projectos e planos ainda lhes prometem o mesmo de antes, mas ninguém acredita. Notícias, canções, conversas de café e histórias de amigos não deixam ilusões. Esses, como os que fizeram a electrificação ou o 25 de Abril, sabem à partida que a vida vai ser muito dura. Mas, embora sem ilusões, ainda têm uma amargura que os antigos não tinham. Sentem-se com direito ao que sabem que não vão ter porque, de alguma maneira, admitem os tais discursos, embora em desespero.”

Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1805286&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1


quarta-feira, 9 de março de 2011

Geração parva, à rasca ou á deriva?


Com o agravamento da crise, das condições laborais, o aumento dos impostos, etc; os movimentos de contestação têm crescido, muito em especial entre os jovens.
Embora eu concorde em parte com toda esta contestação, tenho de dizer que mais do que gritar, vir para a rua! Há que arrumar as ideias, definir objectivos e arregaçar as mangas!


Ser jovem tem de ser sinal de esperança!

Ficam aqui trechos de dois artigos de opinião com que me Identifico a respeito deste tema:

“Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.”

Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.”

“É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.”

“Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.”

“Dois tipos com ar idiota e anacrónico gozam com os clichés das "canções de intervenção" do período imediatamente posterior ao 25 de Abril de 1974. Apesar de não terem muita graça, permitem a catarse, a sorrir, - a melhor via para a cura de qualquer trauma social - da evidência ridícula dessa faceta de uma geração que, já agora, foi também a geração, à rasca, que enfrentou problemas tão complexos como a ditadura (política, económica e cultural), a Guerra Colonial, o analfabetismo, a pobreza, o atraso civilizacional, a construção de um novo regime, a descolonização e a inflação de dois dígitos. Não se saíram nada mal, convenhamos.”

“Pois a caricatura foi eleita, pelo voto popular, vencedora do festival da RTP. Como duvido que as células revolucionárias mobilizáveis pelo GAC tenham reaparecido e organizado uma chapelada nas urnas, pasmo. Lembro a votação nas presidenciais em José Manuel Coelho, o candidato ridicularizado pela comunicação social. E como, contraditoriamente, o júri regional da RTP rejeitou esses mesmos Homens da Luta. Junto a convocação, anónima, da manifestação da nova "geração à rasca", do dia 12, que abraçou como hino uma canção do grupo Deolinda...”

“Sabem o que me preocupa? É que a cantiga é uma arma, sim senhor. No tempo de José Mário Branco era contra a burguesia. Agora, com este movimento sorrateiro, não sei muito bem contra o que é. Alguém sabe?”

Ler mais:

http://www.destak.pt/opiniao/87876

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1800902&page=-1


terça-feira, 8 de março de 2011

A fé e o monopólio da verdade


“Qualquer pessoa verdadeiramente religiosa já alguma vez disse para si mesma: se tivesse nascido noutro continente, de uma família de outra religião, muito provavelmente a minha pertença religiosa seria outra. Na Índia, seria hindu. Em Marrocos ou na Indonésia, muçulmano. Em Israel, de mãe judaica, seguiria o judaísmo. Na China, seria confucianista ou taoísta. No Japão, xintoísta. Na Europa, em Portugal, cristão católico; na Rússia, cristão ortodoxo; na Suécia, cristão luterano.”

“Como conclui Hans Küng, podemos aprender uns com os outros, não apenas tolerar-nos, mas cooperar; temos o direito de debater sinceramente sobre a verdade: ninguém tem o monopólio da verdade, embora isso não signifique renunciar à confissão da verdade própria - "diálogo e testemunho não se excluem"; cada um deve seguir o seu caminho comprovado, mas conceder que os outros podem encontrar a salvação através da sua religião; vendo as coisas de fora, há diferentes caminhos de salvação, diversas religiões verdadeiras, mas, a partir de dentro - por exemplo, "para mim como cristão crente", só há uma religião verdadeira: a minha; a atitude ecuménica significa ao mesmo tempo "firmeza e disposição para o diálogo": "para mim pessoalmente, manter-me fiel à causa cristã, mas numa abertura sem limites aos outros." “


“Não há verdade abstracta. Por um lado, Deus revela-se na história. Por outro, a pessoa religiosa relaciona-se com o Divino pela mediação histórico-concreta de uma tradição religiosa particular.”

Estes são excertos dos dois últimos artigos de opinião do Pe. Anselmo Borges, publicados no jornal Diário de Notícias. Nesses artigos o Pe. Anselmo Borges fala-nos das raízes da nossa crença, do quanto o local onde nascemos e crescemos condicionam a religião que professamos. Diz-nos também que não devemos ter a presunção de deter “o monopólio da verdade”.

Para escrever estes artigos o Pe. Anselmo Borges inspirou-se na última obra -“Was ich glaube (A minha fé) - do grande teólogo católico Hans Küng, autor de grandes obras literárias que todos nós Católicos deveríamos ler!