sexta-feira, 26 de março de 2010

keeping the promise


A cinco anos de 2015, Ban Ki-moon actual Secretario Geral da ONU lançou um apelo para que na sessão de Setembro deste ano se reflicta sobre os chamados Objectivos do Milénio. Objectivos esses que foram estabelecidos e aprovados por todos os membros das Nações Unidas no ano 2000, e para alcançar até 2015!
A cinco anos da meta muito está por fazer, mas, Ban Ki-moon ainda acredita que é possível concretizar tal projecto tão ambicioso!
O artigo de opinião do Doutor Mário Soares publicado esta semana no jornal Diário de Noticias dá-nos conta disso, e de muito mais:

“O secretário-geral da ONU entende que temos hoje "os conhecimentos e os recursos necessários destinados a reduzir substancialmente a pobreza, a fome, a doença, a mortalidade materno- -infantil e outros males, até 2015". E vai mais longe. Afirma (cito): "Ficar além dos Objectivos seria um fracasso inaceitável, no plano moral e prático." E acrescenta com extrema lucidez, quanto a mim: "Se fracassarmos a resolução dos perigos do mundo - a instabilidade, a violência, as doenças epidémicas, a degradação ambiental, o crescimento populacional descontrolado -, agravar-se-ão todos." Perigosamente.”

“No apelo lançado, Ban Ki- -moon diz que houve alguns progressos, embora desiguais e lentos. No entanto, afirma que a ausência de maiores progressos deve-se "não ao facto de os Objectivos do Milénio serem inatingíveis ou à falta de tempo, mas sim à circunstância de os compromissos assumidos não estarem a ser respeitados e à falta de recursos suficientes, de motivação e de responsabilização. Isto significa que não têm sido assegurados os financiamentos, serviços, apoio técnico e parcerias necessários. Devido a estas deficiências, a melhoria de vida dos pobres tem sido inaceitavelmente lenta, enquanto alguns melhoramentos, duramente conquistados, estão a ser erodidos pelas crises alimentar e económica".”

“E acrescenta: "Os países necessitam de políticas macroeconómicas, voltadas para o futuro, para apoiar um crescimento estável e amplo, devendo, por exemplo, adoptar políticas de investimento público e promover a protecção social universal". Excelente apelo o do actual secretário-geral da ONU! Assim os líderes dos Estados e dos partidos o compreendam e sigam…”

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1525713&seccao=M%E1rio Soares&tag=Opini%E3o - Em Foco

terça-feira, 23 de março de 2010

Condições de trabalho em Portugal




No jornal Diário de Noticias de hoje vem uma noticia que nos fala de um dos maiores crimes sociais dos nossos empresários. O trabalho precário!

Aqui ficam pequenos trechos desta notícia:

"Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário"

“O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou, na semana passada, a existência de 18 mil ofertas de trabalho por preencher. A esmagadora maioria desses empregos são publicados por agências de trabalho temporário, lembrou.”

“A ideia de que existe uma recusa maciça de empregos por parte dos desempregados - acusação de associações empresariais - é igualmente rebatida pelos sindicatos. "De acordo com números do IEFP de Junho de 2008, a recusa do chamado 'emprego conveniente' só foi responsável por 0,26% das anulações de subsídios de desemprego"”

“”Não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar, o problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade, e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem", sustenta o sindicalista. Ao aceitar-se um trabalho precário pior remunerado que o anterior - e se voltar ao desemprego alguns meses depois -, o subsídio subsequente já terá um valor menor, na medida em que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial menor. No caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação é mesmo vedado.”

É prática recorrente dos empresários Portugueses pagar pouco e exigir muito:
- Recorrer a empresas de recrutamento de trabalho temporário para que o funcionário não tenha qualquer vínculo á empresa.
- Recrutar funcionário em regime de part-time, embora exista trabalho suficiente para ter esse mesmo funcionário a tempo inteiro, obrigando o funcionário ao abrigo da lei a trocar horas de trabalho extra por dias de folga. etc.
Achando esses senhores que conseguem motivar assim os seus funcionários!

Ler mais: http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1525731

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hoje é dia do Pai, dia de S. José!



Todos os anos neste dia tinha por hábito dar uma prenda ao meu Pai e felicita-lo pelo facto de ser Pai. Hoje não o posso fazer, pois faleceu o ano passado, no dia 11 de Abril! (Está quase a fazer um ano, e parece que foi ontem!)


Mas, gostaria de deixar aqui o meu repto aos filhos, e a minha homenagem a todos os pais!

O meu repto aos filhos, para que tentem ser bons filhos, compreendendo as inquietações de Pai, aceitando as suas repressões, sendo seus amigos e não esquecendo que eles querem sempre o nosso bem!


A minha homenagem a todos os pais pelo amor que dão aos seus filhos, pelos valores e ensinamentos que lhes transmitem, pelo facto de serem pais!

Ser pai é ser gerador de vida, é ser ídolo de seu filho é ser educador, amigo, compincha é caminhar com seu filho!

Oração a S. José, no «Dia do Pai»

A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa protecção
no dia de hoje para todos os pais de família.

Vós fostes o pai adoptivo de Jesus,
soubestes amá-l’O, respeitá-l’O e educá-l’O
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
e especialmente os da nossa comunidade,
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.

Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais
que trabalham arduamente no dia-a-dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais
que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais
que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria sua vocação paterna.

Ámen.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A imagem de Deus


No inicio deste ano ocorreram uma serie de acontecimentos (pedofilia, assassínios, etc), de catástrofes naturais (terramotos, tufões chuvas torrenciais, derrocadas, etc) que levaram muitas pessoas a questionar a existência de Deus!

Sempre que acontece algo de mau, algo que o ser humano não consegue controlar, ouve-se logo a seguinte questão: “Onde estava Deus quando isto aconteceu?”
Todos nós criamos na nossa mente uma imagem de Deus que não corresponde na maioria dos casos ao Deus verdadeiro!


A imagem de Deus por nós criada é de um Deus que consegue colmatar as nossas necessidades e caprichos, ou de um Deus juiz, castigador e muralista, de “Deus-relojoeiro de Newton, ajustando a maquinaria do universo”, “Um Deus-providência ao nosso serviço, um superpai que nos proteja da natureza e das suas leis, esquecendo que "Deus não interveio para evitar o Gólgota nem Auschwitz nem evitou pestes, fomes e outros desastres".”

Então em que devemos acreditar?


"Cremos que o mal é também um mistério que dificilmente encaixa na imagem de um Deus omnipotente e misericordioso, sobretudo quando se traduz em sofrimento dos pobres e inocentes." Crêem no Deus que não tem ciúmes do ser humano e lhe deu capacidade criadora - talvez a ciência possa vir a prever os terramotos - e responsabilidade no mundo. Deus defende os pobres e oprimidos e abençoa os que trabalham pela justiça e pela paz.”

“Deus de Jesus deve ser "o grande acicate de justiça e solidariedade para todos os que se chamam cristãos".”

“face ao horror do Holocausto, o filósofo judeu Hans Jonas defendeu a impotência de Deus: em Auschwitz, Deus calou-se, "não porque não quis, mas porque não pôde". Pergunta-se: é claro que o poder e a bondade de Deus não podem ser concebidos ao modo humano, mas que ajuda traz um Deus impotente? Deus solidariza-se com o ser humano na cruz de Cristo.”

“Hans Küng, que reconhece que o mal parece ser "a rocha do ateísmo", pergunta, com razão, na sua última obra Was ich glaube (A minha fé): "O ateísmo explica melhor o mundo" do que a fé em Deus? "No sofrimento inocente, incompreensível, sem sentido, a descrença pode consolar? Como se a razão descrente não encontrasse também neste sofrimento o seu limite! Não, o antiteólogo não está aqui de modo nenhum melhor do que o teólogo."



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quarta-feira, 17 de março de 2010

Ser humano sem género


Numa humanidade tão diversificada como é a nossa, existe uma grande variedade de orientações sexuais!

Ele é heterossexuais, homossexuais, bissexuais……………. Agora, sem género? Neutro?
Será que existe? Parece que sim?!

Norrie May-Welby nascido na Escócia há 48 anos, mas a viver na Austrália desde os sete anos, conseguiu convencer as autoridades daquele país a colocarem a opção "sem género" em todos os documentos oficiais.

Como é possível? Um ser humano que nasce homem (independentemente da sua orientação sexual) quando tinha 28 anos, percebeu que não queria mais ser homem e fez uma operação para mudar de sexo. Depois descobriu que:


"Dizer que sou do sexo masculino ou feminino seria estar a mentir, o que não é aceitável em documentos de identificação"

“May-Welby forneceu todos os relatórios médicos necessários e, em troca, recebeu um certificado no qual o seu género surge como "não especificado".”


Será este homem uma pessoa feliz?

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Após três anos de referendo do aborto


Faz amanhã três anos que se deu em Portugal o referendo sobre o aborto. Faz três anos que o sim ganhou.


Em Abril desse mesmo ano entrou em vigor a nova lei da interrupção voluntária da gravidez!
Nessa altura os pró aborto diziam:

“ A via imediata para acabar com os julgamentos de mulheres e permitir o direito democrático da realização de abortos em condições dignas e com os elementares cuidados de saúde.”

“A manutenção da vida, da saúde e da dignidade da mulher, e vai beneficiar principalmente as mulheres trabalhadoras e pobres que podem deixar de correr risco de vida e sofrer as humilhações inerentes à prática dos abortos clandestinos. Mas para que as mulheres não ponham em risco a sua vida e saúde é necessário, também, que a realização do aborto seja assegurada pelo Serviço Nacional de Saúde, e não dependa das clínicas privadas.”

Os pró vida diziam:



“O perigo de o aborto se transformar num método anti-contraceptivo.”


“Por ecografia todos sabem que um feto às 10 semanas já tem um sistema vascular formado, tem braços e pernas constituídos em fase de desenvolvimento!”


Hoje no jornal Diário de Noticias vem uma notícia que nos dá conta da inquietação do Coordenador nacional de Saúde Reprodutiva, que se diz preocupado com o cenário do aborto em Portugal. Nessa notícia Jorge Branco revela o seguinte:

“"É incrível a desresponsabilização de alguns casais." O aviso é do coordenador do Plano Nacional de Saúde Reprodutiva, Jorge Branco, referindo-se ao facto de 87% das mulheres que no ano passado abortaram na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), a maior do País, não usarem qualquer contraceptivo. Isto é, 1425 das 1632 que interromperam a gravidez não faziam planeamento familiar nem prevenção de doenças.”

“"A maioria das mulheres que veio à MAC não fazia planeamento familiar e mesmo depois do aborto algumas optaram por continuar a não fazer nenhum método contraceptivo", conta Jorge Branco, criticando. “
“Segundo o clínico, depois da interrupção voluntária da gravidez, todas as mulheres foram encaminhadas para consultas de planeamento familiar e houve 125 que continuaram a recusar usar contracepção.”
”A grande parte dos abortos foi de mulheres entre os 21 e 29 anos (674), seguida das grávidas dos 30 aos 39 anos (535). "Ainda estamos em crise, as mulheres não querem comprometer-se com mais encargos. E também pensam cada vez mais na sua carreira", explica Jorge Branco.”

Parece que os movimentos pró vida infelizmente tinham razão!

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1490920


domingo, 7 de fevereiro de 2010

A realidade do Catolicismo actual e os novas caminhos que a Igreja deve trilhar


Ontem ao ler um artigo de opinião do Pe Anselmo Borges publicado no jornal Diário de Noticias, fiquei com a nítida sensação que o teria de o partilhar com todos aqueles que costumam ler o meu blog.

Trata-se de um artigo de opinião que nos alerta (a nós Cristão) para a realidade presente da religiosidade a ocidente, uma religiosidade de preceitos, tradições, hábitos e de muita pouca Fé!!

Neste artigo o Pe Anselmo Borges fala-nos de uma carta enviada por Henri Boulad de 78 anos ao Papa Bento XVI. Henri Boulad é um jesuíta egípcio de rito melquita.

Não se trata de jesuíta qualquer:

“há treze anos que é reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter sido superior dos jesuítas em Alexandria, superior regional, professor de Teologia no Cairo. Conhece bem a hierarquia católica do Egipto e da Europa. Visitou quarenta países nos vários continentes, dando conferências, e publicou trinta livros em quinze línguas. A sua carta, inspirada na "liberdade dos filhos de Deus" e a partir de "um coração que sangra ao ver o abismo no qual a nossa Igreja está a precipitar-se", funda-se, pois, num "conhecimento real da Igreja universal e da sua situação actual".”

Nessa carta Henri Boulad alerta Bento XVI para a realidade do Catolicismo actual:

“Assiste-se à queda constante da prática religiosa. Quem frequenta as igrejas na Europa e no Canadá são pessoas da terceira idade, de tal modo que, por este andar, será necessário fechar igrejas e transformá-las em museus, mesquitas ou bibliotecas.”

“Os seminários e os noviciados também continuam a esvaziar-se.”

“São muitos os sacerdotes que abandonam, e os que ficam - a sua média etária ultrapassa frequentemente a da reforma - têm a seu cargo várias paróquias. "Muitos deles, tanto na Europa como no Terceiro Mundo, vivem em concubinato à vista dos fiéis, que normalmente os aceitam, e do seu bispo, que não aceita, mas vai fechando os olhos por causa da escassez de clero."”

“A linguagem da Igreja é "obsoleta, anacrónica, aborrecida, repetitiva, moralizante, completamente inadaptada ao nosso tempo".”

“Impõe-se uma "nova evangelização", inventando uma linguagem nova. "Temos de constatar que a nossa fé é muito cerebral, abstracta, dogmática, e se dirige muito pouco ao coração e ao corpo."”

“Não é, pois, de estranhar que muitos cristãos se voltem para as religiões da Ásia, as seitas, a New Age, o ocultismo. A fé cristã aparece-lhes hoje como "um enigma, restos de um passado acabado".”

“No plano moral, "as declarações do Magistério, repetidas à saciedade, sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados que voltam a casar, etc., já não dizem nada a ninguém e apenas provocam indiferença".”

“A Igreja católica, que foi a grande educadora da Europa, "parece esquecer que esta Europa chegou à maturidade" e "não quer ser tratada como menor de idade".”

“Paradoxalmente, são as nações mais católicas do passado que agora caem no ateísmo, no agnosticismo, na indiferença. Quanto mais dominado e protegido pela Igreja foi um povo no passado, "mais forte é a reacção contra ela".”
"O diálogo com as outras Igrejas e religiões está hoje em "preocupante retrocesso".

Fala-nos também dos caminhos que a Igreja deve trilhar na sua opinião para dar um novo impulso á Igreja:

"A Igreja tem hoje uma necessidade imperiosa e urgente de uma tríplice reforma."

"Uma reforma teológica e catequética, para repensar a fé e "reformulá-la de modo coerente para os nossos contemporâneos"."

"Uma reforma pastoral, "para repensar de cabo a rabo as estruturas herdadas do passado"."

"Uma reforma espiritual, para revitalizar a mística e repensar os sacramentos."A Igreja de hoje é demasiado formal, demasiado formalista", como se o importante fosse "uma estabilidade puramente exterior, uma honestidade superficial, certa fachada"."


Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1488043&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fórum Social Mundial «» Fórum de Davos





Num pequeno e humilde confronto de conclusões retiradas por quem esteve presente nestes dois inventos, vejamos as diferenças existentes entre aqueles que detêm o poder económico e politico e os outros……..

No final do Fórum de Davos, surgiram as seguintes declarações e noticias a publico:

“O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que há um regresso ao crescimento económico "mais rápido do que o esperado, mas que é frágil".”

“Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que se deve "melhorar consideravelmente a regulação" do sistema financeiro e torná-lo "mais resistente do que anteriormente", com normas globais.”

“Larry Summers, o principal assessor para a política económica do Presidente norte-americano, Barack Obama, assinalou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre de 2009, de 5,7%, não é suficiente "para abrir a garrafa de champanhe".”

“Na conclusão dos trabalhos deste 40º Fórum Económico Mundial, os participantes concordaram em repensar, reconstruir e redesenhar a economia global assente em princípios de sustentabilidade. Para Azim H. Premji, presidente da multinacional indiana Wipro, a recessão demonstrou que é necessário ouvir as vozes que emanam dos países fora do G8. "A auto-confiança dos países emergentes é completamente diferente", sustentou.”
“Bill e Melinda Gates apelaram ao contributo de todos para reunir 10 mil milhões de dólares (cerca de sete mil milhões de euros) para vacinar oito milhões de crianças na próxima década. Desde o seu lançamento, há 10 anos, a Aliança Global para a Vacinação e Imunização (GAVI) já salvou quatro milhões de vidas e imunizou mais de 256 milhões de crianças nos países mais pobres do Mundo.”

“Paralelamente, o FMI está a trabalhar na criação de um fundo "verde" no valor de 100 mil milhões de dólares (72,1 mil milhões de euros) para ajudar os países a enfrentarem as alterações climáticas. "É necessário ser criativo", na medida em que os países em desenvolvimento não têm meios para tomar as medidas necessárias e a capacidade dos países desenvolvidos é igualmente limitada pelos problemas financeiros resultantes da crise económica, afirmou Dominique Strauss-Kahn.”

Ler mais:

http://aeiou.expresso.pt/desilusao-na-cozinha-de-davos=f561195

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1483530&seccao=Europa






Já no fim do Fórum Social Mundial, o fórum dos outros, dos pobres, chegou a publico as seguintes conclusões:

“um dos coordenadores do FSM e presidente da CUT, Celso Woyciechwoski. Os dados foram apresentados no início desta tarde, em mesa para avaliação, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.”

“Woyciechwoski avalia que a expressiva participação da sociedade no FSM demonstra ao mundo a existência de construções colectivas de todas as ordens com o objectivo de buscar um mundo melhor.”

““A crise económica mundial de 2008 e 2009 mostrou que o Fórum estava correcto em seus apontamentos, pois evidenciou o esgotamento do capitalismo neoliberal”, pondera Woyciechwoski.”

“A edição 2010 do Fórum, acrescenta, reforçou a necessidade de se construir um mundo mais solidário e sustentável. O organizador aponta mudanças na política da América Latina e fatos inéditos, como a eleição de Barak Obama nos Estados Unidos, como demonstrações de que a humanidade busca novas possibilidades para a sociedade. Woyciechwoski ainda percebe que poderia ter ocorrido maior participação “por parte da gestão pública do RS nos debates e diálogos”.”

“Um dos membros do Conselho Internacional do Fórum e do Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo Fórum Social Mundial (GRAP), Francisco Whitaker, destaca o que essa edição do FSM coincide com sinais de crise mundial do capitalismo. Ele enfatiza que os debates do Fórum em 2010 apontam a necessidade de buscar lógicas económicas diferentes.”

““O FSM reforçou que é preciso haver outra cultura política, que supere a luta pelo poder”, disse Whitaker.”

“É preciso haver entendimento de que certos bens da humanidade não podem ser transformados em mercadoria, privatizados”, afirma Whitaker. O conceito de gratuidade, relacionado com direito de acesso a bens e serviços, foi outro debatido no FSM 10 anos.”

Ler mais:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=2810

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=2802

http://seminario10anosdepois.wordpress.com/