domingo, 11 de abril de 2010

O celibato e a pedofilia



O Padre Anselmo Borges no seu último artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias faz uma abordagem interessante sobre o celibato e a pedofilia! Nesse artigo fica patente que o celibato é algo que foi instituído muitos anos após a morte e ressurreição de Jesus, por razões variadas! E que, nos dias de hoje, o celibato deveria ser opcional!

Declara também de modo explícito que o celibato e a pedofilia não estão propriamente inter-ligados, mas, que podem-na potenciar!

Aqui ficam os trechos do artigo que para mim são mais importantes:

“Jesus foi celibatário como também São Paulo. Mas foram-no por opção livre, para entregar-se inteiramente a uma causa, a causa de Deus, que é a causa dos seres humanos na dignidade livre e na liberdade com dignidade. Mas nem Jesus nem Paulo exigiram o celibato a ninguém. Jesus disse expressamente que alguns eram celibatários livremente por causa do Reino de Deus. E São Paulo escreveu na Primeira Carta aos Coríntios que permanecer celibatário é um carisma, e, por isso, "para evitar o perigo de imoralidade, cada homem tenha a sua mulher e cada mulher, o seu marido". Há a certeza de que pelo menos alguns apóstolos eram casados, incluindo São Pedro. Na Primeira Carta a Timóteo lê-se: "O bispo deve ser homem de uma só mulher."”

“Na base do celibato como lei, há razões de vária ordem: imitar os monges e o seu voto de castidade, manter os padres e os bispos livres para o ministério, não dispersar os bens eclesiásticos, evitar o nepotismo... A concepção sacrificial da Eucaristia foi determinante, pois o sacrifício implica o sacerdote e a pureza ritual. Assim, o bispo de Roma Sirício (384-399) escreveu: "Todos nós, padres e levitas, estamos obrigados por uma lei irrevogável a viver a castidade do corpo e da alma para agradarmos a Deus diariamente no sacrifício litúrgico."”

“o Papa Gregório VII (1073-1085), com o seu modelo centralista: da reforma com o seu nome - reforma gregoriana - fez parte a obrigação de padres e bispos se separarem das respectivas mulheres e a admissão à ordenação sacerdotal apenas de candidatos celibatários. Foi o II Concílio de Latrão (1139) que decretou a lei do celibato, proibindo os fiéis de frequentarem missas celebradas por padres com mulher.”

“no decreto do Concílio de Basileia (1431-1437) sobre o concubinato dos padres. Lutero ergueu-se contra a lei, respondendo-lhe o Concílio de Trento: "É anátema quem afirmar que os membros do clero, investidos em ordens sacras, poderão contrair matrimónio."”

“Os escândalos de pedofilia por parte do clero fizeram com que o debate, proibido durante o Concílio Vaticano II e ainda, em parte, tabu, regressasse. Se não é correcto apresentar o celibato como a causa da pedofilia - pense-se em tantos casados pedófilos, concretamente no seio das famílias -, também é verdade que a lei do celibato enquanto tal não é a melhor ajuda para uma sexualidade sã. Muitos perguntam, com razão, se uma relação tensa com a sexualidade por parte da Igreja não terá aqui uma das suas principais explicações.”

“Seja como for, o celibato obrigatório não vem de Jesus, é uma lei dos homens, e, como disseram os apóstolos: "Importa mais obedecer a Deus do que aos homens." E os bispos e o Papa são homens."

“É contraditório afirmar o celibato como um carisma e, depois, impô-lo como lei. Por isso, muitas vozes autorizadas na Igreja pedem uma reflexão séria sobre o tema. Há muito que o cardeal Carlo Martini faz apelos nesse sentido. Agora, junta-se-lhe o cardeal Ch. Schönborn, de Viena. O bispo auxiliar de Hamburgo, J.-J. Jaschke, sem pôr em causa o celibato livre, afirmou que "a Igreja Católica se enriqueceria com a experiência de padres casados".”

Oremos para que a Igreja Católica olhe com ponderação e seriedade para este tema tão importante!

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1540144&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pedofilia e a Igreja


Nestas ultimas semanas raros são os dias em que não se lê ou ouve notícias sobre pedofilia envolvendo membros da Igreja.

Não que considere que os membros da Igreja estão acima da lei. Não, não têm desculpa, nem têm perdão! Mas, olhando aos dados existentes, parece-me que a comunicação social está a empolar esses casos!

Até parece que a pedofilia é um crime exclusivo da Igreja! Até parece que ser padre é ser pedófilo! Tal é o impacto e a relevância que têm dado a todo e qualquer rumor de pedofilia que envolva pessoas ligadas á Igreja!

Tudo isto me parece injusto e premeditado, fico com a sensação que estão a tentar degradar e maltratar uma das maiores instituições da humanidade. Á qual grande parte da humanidade deve tudo aquilo que é hoje, tanto para o mal como para o bem!

Por último, deixo aqui alguns trechos do melhor que já li em defesa desta grande instituição que é a Igreja!

“espanta-me ver, pela primeira vez, um premeditado efeito de contaminação como se, subitamente, todos os sacerdotes fossem pedófilos ou potenciais pedófilos, como se qualquer benefício da dúvida ou presunção de inocência devesse ser recusada.”

“Mas, comparando o número de mulheres e homens que no seio da Igreja abraçaram vocações religiosas e dedicam a sua vida, nos quatro cantos do mundo, ao trabalho pelos outros - muitas vezes em substituição dos poderes temporais, na satisfação das necessidades mais básicas daqueles que nada ou quase nada têm - com o número de sacerdotes que cometeram actos de pedofilia, apercebemo-nos de que este efeito de contaminação tem razões que vão muito além daquilo que está em discussão. São os sinais de um já habitual anticlericalismo militante prosseguido por aqueles que, não acreditando em nada, pretendem que os que acreditam se sintam marginalizados e estigmatizados.”

“Bento XVI assumiu o escândalo, na sua extensão e gravidade, sem nenhuma hesitação. A Igreja sabe, melhor do que qualquer outra instituição, que não pode ser ocultadora nem de crimes nem de pecados. A Igreja sabe que as piores ameaças à sua integridade são aquelas que se geram no seu interior, porque ela não é apenas um corpo hierarquizado, é um Corpo Místico, e nessa medida um corpo dual: Cidade de Deus peregrina na Cidade dos Homens, ela é santa e pecadora.”

“E esta é a outra dimensão. O que não significa que o juízo deva, ou possa, ser mais brando. Pelo contrário, a pedofilia é um pecado gravíssimo e sê-lo-á sempre sejam quais forem as leis dos homens: no atentado ao pudor e na irremediável humilhação do mais fraco e indefeso, no abuso do poder e no triunfo do mal. Significa, sim, um claro conhecimento do mal como corolário do claro conhecimento do bem.”

“Ao longo de dois mil anos, apesar de muitos erros, de muitos momentos sombrios, cresceu, espalhou-se pelo mundo, levou a Boa Nova, evangelizou, cuidou dos mais fracos e dos mais pobres, enfrentou os poderes deste mundo, fortaleceu-se quando perseguida e condenada ao silêncio, deixou correr o seu sangue na defesa da verdade. É este o sentido da redenção.”

“Tomam-se 50 anos, em todo o mundo e acumulam-se todos os casos encontrados. Desta forma demonstra-se o que se quiser; este é o método das provas "científicas" invocadas por horóscopos, charlatães e milagreiros. Empilham-se situações muito antigas e muito diferentes que, juntas, ninguém perde tempo a considerar com atenção. Conta só a imagem global. A imaginação faz o resto. Nunca se questiona a agregação de casos díspares ou a razão de surgirem todos de repente agora.”

“percentagens. Que peso dos criminosos no total dos sacerdotes? Muito mais importante, qual a percentagem destes casos no total dos abusos? Se o que nos preocupa são as crianças, este dado é decisivo. Os poucos estudos sociológicos sérios mostram que «no mesmo período em que uma centena de sacerdotes católicos eram condenados por abusos sexuais de menores, o número de professores de educação física e de treinadores de equipas desportivas (...) considerados culpados do mesmo delito nos tribunais americanos atingia os seis mil. (...) Dois terços dos abusos sexuais a menores não são feitos por estranhos (...) mas por membros da família»”

“Descuidadas nos dados, as notícias fervilham de comentários e interpretações. Muitas antecedidas de frases como «até há quem pense…», o que permite colocar a seguir o que se quiser, pois há sempre quem pense o mais abstruso. Espanta que jornais respeitáveis entrem nestas práticas. Práticas cuja finalidade fica clara ao ler-se a conclusão invariável: «perda de autoridade moral da Igreja». Mas a autoridade da Igreja vem de outro lado. E que autoridade moral tem o jornal para dizer isto? O contexto é a guerra cultural. Parecendo combater a pedofilia, visa-se a promoção do aborto, eutanásia, divórcio, promiscuidade.”

“Mas o que temos agora é outra injustiça, a de tentar degradar toda uma classe respeitável e, por arrastamento, a maior denominação religiosa do mundo, com acusações apressadas e distorcidas. Como Nero, os jornais hoje querem convencer-nos que os padres comem criancinhas. Como há 2000 anos, esta Páscoa é celebrada ao som do grito «crucifica-o, crucifica-o!»”

“As vítimas precisam de apoio e de reparação, na medida do possível. Esse apoio não pode ser só financeiro. Note-se que já se gastaram em indemnizações milhares de milhões de euros, sendo certo que os fiéis não pensariam que todo esse dinheiro havia de ter, infelizmente, este destino. Assim, até por isso, a Igreja precisa de reparar os males feitos e de uma nova atenção para que esta situação desgraçada nunca mais se repita, o que implica, por exemplo, uma atenção renovada no recrutamento de novos padres.”

“Os abusadores precisam igualmente de apoio, também psicológico, e de compreensão. Deve, no entanto, vedar-se-lhes o exercício do ministério e, uma vez que se está ao mesmo tempo em presença de um pecado e de um crime, deverão pedir perdão, reconciliar-se com Deus e colaborar com a Justiça dos Estados.”

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1538460&seccao=Maria Jos%E9 Nogueira Pinto&tag=Opini%E3o - Em Foco


http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1536169&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1529412&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco






domingo, 28 de março de 2010

Caminhos e utopias


O artigo de opinião do Doutor Manuel Maria Carrilho publicado esta semana no jornal Diário de Noticias fala-nos de crise, globalização e consumismo:

“Os produtos especulativos mais perigosos continuam a acumular-se. Os défices públicos aumentam. O nível de produção e o valor dos patrimónios permanecem largamente inferiores ao que eram antes da crise. As falências das empresas aumentam, o desemprego amplifica-se, as famílias não conseguem respeitar os seus compromissos. Enfim, apesar de todos os discursos e promessas, nenhuma regulação do sistema financeiro e nenhuma das alterações estruturais que a crise tornou necessárias se concretizou até hoje. A incapacidade do Ocidente em manter o seu nível de vida sem se endividar - que é a causa mais profunda desta crise - está longe de ter sido ultrapassada."

“Depois de quase duas décadas de globalização tão entusiástica na ilusão do seu triunfo, como imprudente na avaliação dos seus efeitos, eis que a sua primeira verdadeira crise se revela de um dramatismo inesperado. E por duas razões, ou melhor, devido a uma dupla incapacidade: por um lado, a incapacidade para se pensarem as inúmeras interdependências em que, e a todos os níveis, vivemos hoje. E, por outro lado, a incapacidade para se agir sobre elas, de um modo compreensível, pedagógico e eficaz.”

“Se há lição que é preciso tirar da evolução da globalização, é que a interdependência deixou de ser uma garantia contra o risco, para se tornar no seu principal elemento de propagação. Como de resto se vê bem pelas "bolhas" que se têm multiplicado nas últimas décadas a um ritmo sem precedentes na história do capitalismo.”

Deixa-nos também estas questões inquietantes, que toda a sociedade terá de resolver:

“Mas qual pode ser esta opção? Esta é, sem dúvida a mais difícil de todas as questões, mas a iminência da avalanche impõe-na de um modo cada vez mais claro. Como substituir as funções sociais, os modelos comportamentais, as múltiplas expectativas que se associam a esse modelo? Haverá felicidade, individual e colectiva, sem perspectivas de um tal crescimento? Será possível equacionar uma nova ideia de progresso, fora do eixo produtivismo/consumismo?”

Fala-nos dos caminhos que a sociedade global terá de percorres, catalogando-os de utopias:

"A utopia ecológica, que procura estabelecer regras universais que garantam o equilíbrio do planeta - e que sofreu um grande revés com o fracasso de Copenhaga."

"A utopia tecnológica, que aposta sobretudo em "esverdear"o crescimento, acreditando que a humanidade acaba sempre por encontrar soluções técnicas para os seus problemas, nomeadamente para aqueles que decorrem das crises de escassez."

“E a utopia antropológica, que procura estimular uma reflexão de fundo sobre o modo de vida das nossas sociedades, as raízes e os efeitos da extrema dependência em relação ao hiperconsumo nos modelos de vida hoje dominantes. Como bem diz Cohen, esta é a utopia decisiva, porque é ela que "obriga a que nos interroguemos sobre o que há de mais inessencial na civilização material que o Ocidente exportou para o resto do mundo, e a questionar os fundamentos das nossas sociedades".”

Será que não passam verdadeiramente de utopias? Ou será que são deveras o caminho mais coerente para toda a humanidade?

Este artigo leva-me a pensar que toda esta crise se deve á adopção de alguns pecados sociais como virtudes. Senão vejamos:

O consumismo é sinónimo de inveja, quando se torna excessivo e desproporcional, as pessoas adquirem bens que não são de primeira necessidade mesmo sem ter grande poder económico, só para não se sentirem inferiores aos outros, endividando-se excessivamente.

O capitalismo é sinónimo de ganância, quando se torna desproporcionado, os patrões, os gestores, etc, esquecem-se dos seus funcionários e só pensam nos lucros e nos seus prémios.


O individualismo é sinónimo de soberba, quando se torna exagerado, faz com que a pessoa se esqueça do outro, faz com que olhemos para a vida e a sociedade como um campo de batalha, faz com que não olhemos a meios para atingir os nossos objectivos.


Por ultimo e se calhar o mais importante de todos os nossos pecados sociais é o deturpar do sinónimo de felicidade. Hoje em dia ser feliz é ter tudo o que se quer, é fazer aquilo que se quer, é desfrutar de todos os prazeres terrenos como se não houvesse amanhã, etc.


Será que tudo isto é sinónimo de felicidade?


«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?
Não vos preocupeis, dizendo: 'Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?' Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.» (Mt 6, 25-34)

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1527587&seccao=Manuel Maria Carrilho&tag=Opini%E3o - Em Foco




sexta-feira, 26 de março de 2010

keeping the promise


A cinco anos de 2015, Ban Ki-moon actual Secretario Geral da ONU lançou um apelo para que na sessão de Setembro deste ano se reflicta sobre os chamados Objectivos do Milénio. Objectivos esses que foram estabelecidos e aprovados por todos os membros das Nações Unidas no ano 2000, e para alcançar até 2015!
A cinco anos da meta muito está por fazer, mas, Ban Ki-moon ainda acredita que é possível concretizar tal projecto tão ambicioso!
O artigo de opinião do Doutor Mário Soares publicado esta semana no jornal Diário de Noticias dá-nos conta disso, e de muito mais:

“O secretário-geral da ONU entende que temos hoje "os conhecimentos e os recursos necessários destinados a reduzir substancialmente a pobreza, a fome, a doença, a mortalidade materno- -infantil e outros males, até 2015". E vai mais longe. Afirma (cito): "Ficar além dos Objectivos seria um fracasso inaceitável, no plano moral e prático." E acrescenta com extrema lucidez, quanto a mim: "Se fracassarmos a resolução dos perigos do mundo - a instabilidade, a violência, as doenças epidémicas, a degradação ambiental, o crescimento populacional descontrolado -, agravar-se-ão todos." Perigosamente.”

“No apelo lançado, Ban Ki- -moon diz que houve alguns progressos, embora desiguais e lentos. No entanto, afirma que a ausência de maiores progressos deve-se "não ao facto de os Objectivos do Milénio serem inatingíveis ou à falta de tempo, mas sim à circunstância de os compromissos assumidos não estarem a ser respeitados e à falta de recursos suficientes, de motivação e de responsabilização. Isto significa que não têm sido assegurados os financiamentos, serviços, apoio técnico e parcerias necessários. Devido a estas deficiências, a melhoria de vida dos pobres tem sido inaceitavelmente lenta, enquanto alguns melhoramentos, duramente conquistados, estão a ser erodidos pelas crises alimentar e económica".”

“E acrescenta: "Os países necessitam de políticas macroeconómicas, voltadas para o futuro, para apoiar um crescimento estável e amplo, devendo, por exemplo, adoptar políticas de investimento público e promover a protecção social universal". Excelente apelo o do actual secretário-geral da ONU! Assim os líderes dos Estados e dos partidos o compreendam e sigam…”

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1525713&seccao=M%E1rio Soares&tag=Opini%E3o - Em Foco

terça-feira, 23 de março de 2010

Condições de trabalho em Portugal




No jornal Diário de Noticias de hoje vem uma noticia que nos fala de um dos maiores crimes sociais dos nossos empresários. O trabalho precário!

Aqui ficam pequenos trechos desta notícia:

"Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário"

“O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou, na semana passada, a existência de 18 mil ofertas de trabalho por preencher. A esmagadora maioria desses empregos são publicados por agências de trabalho temporário, lembrou.”

“A ideia de que existe uma recusa maciça de empregos por parte dos desempregados - acusação de associações empresariais - é igualmente rebatida pelos sindicatos. "De acordo com números do IEFP de Junho de 2008, a recusa do chamado 'emprego conveniente' só foi responsável por 0,26% das anulações de subsídios de desemprego"”

“”Não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar, o problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade, e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem", sustenta o sindicalista. Ao aceitar-se um trabalho precário pior remunerado que o anterior - e se voltar ao desemprego alguns meses depois -, o subsídio subsequente já terá um valor menor, na medida em que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial menor. No caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação é mesmo vedado.”

É prática recorrente dos empresários Portugueses pagar pouco e exigir muito:
- Recorrer a empresas de recrutamento de trabalho temporário para que o funcionário não tenha qualquer vínculo á empresa.
- Recrutar funcionário em regime de part-time, embora exista trabalho suficiente para ter esse mesmo funcionário a tempo inteiro, obrigando o funcionário ao abrigo da lei a trocar horas de trabalho extra por dias de folga. etc.
Achando esses senhores que conseguem motivar assim os seus funcionários!

Ler mais: http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1525731

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hoje é dia do Pai, dia de S. José!



Todos os anos neste dia tinha por hábito dar uma prenda ao meu Pai e felicita-lo pelo facto de ser Pai. Hoje não o posso fazer, pois faleceu o ano passado, no dia 11 de Abril! (Está quase a fazer um ano, e parece que foi ontem!)


Mas, gostaria de deixar aqui o meu repto aos filhos, e a minha homenagem a todos os pais!

O meu repto aos filhos, para que tentem ser bons filhos, compreendendo as inquietações de Pai, aceitando as suas repressões, sendo seus amigos e não esquecendo que eles querem sempre o nosso bem!


A minha homenagem a todos os pais pelo amor que dão aos seus filhos, pelos valores e ensinamentos que lhes transmitem, pelo facto de serem pais!

Ser pai é ser gerador de vida, é ser ídolo de seu filho é ser educador, amigo, compincha é caminhar com seu filho!

Oração a S. José, no «Dia do Pai»

A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa protecção
no dia de hoje para todos os pais de família.

Vós fostes o pai adoptivo de Jesus,
soubestes amá-l’O, respeitá-l’O e educá-l’O
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
e especialmente os da nossa comunidade,
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.

Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais
que trabalham arduamente no dia-a-dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais
que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais
que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria sua vocação paterna.

Ámen.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A imagem de Deus


No inicio deste ano ocorreram uma serie de acontecimentos (pedofilia, assassínios, etc), de catástrofes naturais (terramotos, tufões chuvas torrenciais, derrocadas, etc) que levaram muitas pessoas a questionar a existência de Deus!

Sempre que acontece algo de mau, algo que o ser humano não consegue controlar, ouve-se logo a seguinte questão: “Onde estava Deus quando isto aconteceu?”
Todos nós criamos na nossa mente uma imagem de Deus que não corresponde na maioria dos casos ao Deus verdadeiro!


A imagem de Deus por nós criada é de um Deus que consegue colmatar as nossas necessidades e caprichos, ou de um Deus juiz, castigador e muralista, de “Deus-relojoeiro de Newton, ajustando a maquinaria do universo”, “Um Deus-providência ao nosso serviço, um superpai que nos proteja da natureza e das suas leis, esquecendo que "Deus não interveio para evitar o Gólgota nem Auschwitz nem evitou pestes, fomes e outros desastres".”

Então em que devemos acreditar?


"Cremos que o mal é também um mistério que dificilmente encaixa na imagem de um Deus omnipotente e misericordioso, sobretudo quando se traduz em sofrimento dos pobres e inocentes." Crêem no Deus que não tem ciúmes do ser humano e lhe deu capacidade criadora - talvez a ciência possa vir a prever os terramotos - e responsabilidade no mundo. Deus defende os pobres e oprimidos e abençoa os que trabalham pela justiça e pela paz.”

“Deus de Jesus deve ser "o grande acicate de justiça e solidariedade para todos os que se chamam cristãos".”

“face ao horror do Holocausto, o filósofo judeu Hans Jonas defendeu a impotência de Deus: em Auschwitz, Deus calou-se, "não porque não quis, mas porque não pôde". Pergunta-se: é claro que o poder e a bondade de Deus não podem ser concebidos ao modo humano, mas que ajuda traz um Deus impotente? Deus solidariza-se com o ser humano na cruz de Cristo.”

“Hans Küng, que reconhece que o mal parece ser "a rocha do ateísmo", pergunta, com razão, na sua última obra Was ich glaube (A minha fé): "O ateísmo explica melhor o mundo" do que a fé em Deus? "No sofrimento inocente, incompreensível, sem sentido, a descrença pode consolar? Como se a razão descrente não encontrasse também neste sofrimento o seu limite! Não, o antiteólogo não está aqui de modo nenhum melhor do que o teólogo."



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quarta-feira, 17 de março de 2010

Ser humano sem género


Numa humanidade tão diversificada como é a nossa, existe uma grande variedade de orientações sexuais!

Ele é heterossexuais, homossexuais, bissexuais……………. Agora, sem género? Neutro?
Será que existe? Parece que sim?!

Norrie May-Welby nascido na Escócia há 48 anos, mas a viver na Austrália desde os sete anos, conseguiu convencer as autoridades daquele país a colocarem a opção "sem género" em todos os documentos oficiais.

Como é possível? Um ser humano que nasce homem (independentemente da sua orientação sexual) quando tinha 28 anos, percebeu que não queria mais ser homem e fez uma operação para mudar de sexo. Depois descobriu que:


"Dizer que sou do sexo masculino ou feminino seria estar a mentir, o que não é aceitável em documentos de identificação"

“May-Welby forneceu todos os relatórios médicos necessários e, em troca, recebeu um certificado no qual o seu género surge como "não especificado".”


Será este homem uma pessoa feliz?

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