sexta-feira, 18 de junho de 2010

Que valor tem uma vida humana?




Ronnie Lee Gardner de 49 anos, condenado á morte em 1985 por assassínio de um advogado quando tentava evadir-se do tribunal em que estava a ser julgado também por assassínio, em 1984, durante um ataque à mão armada, foi hoje executado pouco depois das 06:00 tmg (07:00 em Lisboa), por fuzilamento no Estado norte-americano de Utah, depois de ter sido recusado um último pedido de clemência, informaram fontes prisionais.
Nos últimos dias, Gardner terá mostrado a intenção de, caso fosse amnistiado, iniciar um programa para ajudar jovens problemáticos, como ele foi.


Não sendo certo que cumprisse com tal intenção, é no mínimo um exemplo que dá que pensar!
Será que alguém tem o direito de tirar a vida a um ser humano sem lhe dar a oportunidade de se redimir, de se arrepender, de tentar ser útil á sociedade?

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http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1596161&seccao=EUA e Am%E9ricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1596569&seccao=EUA e Am%E9ricas


quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Igreja, os leigos e a sociedade




É com muito agrado que leio as declarações proferidas por D. José Policarpo nas Jornadas Pastorais do episcopado português! Parece-me importante a relevância dada por D. José Policarpo á missão dos leigos na sociedade. Missão essa que é esquecida por boa parte das pessoas que se dizem Católicas!

Ficam aqui os trechos que para mim são mais significativos:

“«É impressionante verificar a pouca importância que a dimensão ética tem nas escolhas políticas», notou D. José Policarpo, defendendo que «a Igreja deve lutar» por que o voto seja «a escolha de uma consciência bem formada e esclarecida». «O que não significa [que a Igreja deva] imiscuir-se no estritamente político», ressalvou.”

“Aliás, é nos cristãos leigos que o cardeal patriarca vê «novas formas de intervenção» na sociedade, sabendo ler os «sinais dos tempos».”

“O cardeal diagnosticou uma «situação anacrónica» em que «qualquer intervenção da Igreja», em especial da sua hierarquia, «é facilmente julgada como intervenção na esfera do estritamente político».”

“A hierarquia, indica, «abstém-se habitualmente de se imiscuir no âmbito do estritamente político», mas os cristãos leigos «não são a isso obrigados».”

“José Policarpo defendeu que os cristãos leigos «devem ser porta-vozes, no seio da sociedade, dos autênticos valores cristãos», mas não se devem limitar a «denunciar» aquilo que vêem como «desvios».”

“Se o «anúncio» da doutrina cristã começa por ser «denúncia, corre o risco de nunca ser anúncio», disse, acrescentando que, se se limitar a denunciar, a voz dos católicos pode «ser facilmente interpretada como mera tomada de posição política e ser vítima de fundamentalismos».”

“é preciso encontrar formas novas de intervenção da Igreja na sociedade”.

“A Igreja faz parte integrante do todo da sociedade e dada a qualidade da sua mensagem e o número dos seus membros, não pode deixar de procurar formas sempre novas para contribuir para o bem da comunidade humana em que está integrada”, afirmou.”


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

“Tudo é relativo nada é concreto!”


Hoje em dia é comum ouvir as mais variada frases quando se debate assuntos importantes e de responsabilidade. Tais como:


“Isso é relativo!” “Depende da perspectiva!” “É um ponto de vista”


São frases que demonstram a perspectiva relativista da sociedade!
São frases que demonstram um relativismo cego!
São frases que demonstram o quanto os valores morais e sociais estão a ser questionados, conforme o desejo e a necessidade egoísta das pessoas, da sociedade!

Os idosos são abandonados em lares ou em suas próprias casas!
Esquecendo os seus familiares tudo o que essas pessoas por eles fizeram!

Os jovens olham para os mais velhos como quem está a olhar para alguém que nada lhes tem a ensinar. Falam e respondem aos mais velhos sem respeito, nem qualquer admiração!
Criando assim quase impossível a transmissão mutua de conhecimento!

Os políticos são acusados de mentir ao povo e de corrupção!
Descredibilizando cada vez mais a classe politica!

Os pais demitem-se da sua obrigação de educar seus filhos atribuindo essa missão aos professores!
Acabando os pais por não conhecerem os filhos!

Os médicos preocupam-se mais em ganhar dinheiro do que em servir os seus pacientes!
Olham para os seus pacientes como quem está a olhar para um mero cliente a quem prestam um serviço!

Os países ditos civilizados aprovam leis que permitem o aborto, a eutanásia e a pena de morte. Tudo leis que desvalorizam o valor da vida!


Na sociedade actual as pessoas valem mais pelos bens que possuem do que por aquilo que são como seres humanos!
Valorizando as pessoas pela sua aparência, pela roupa que vestem, pelo carro que conduzem!

Os governos aprovam leis que permitem a união legal entre pessoas do mesmo sexo!
Banalizando a homossexualidade, convertendo a sexualidade num mero instrumento de prazer!

Tudo é relativo nada é concreto!
Tudo é permitido desde que o indivíduo, a sociedade, as maiorias atinjam os seus objectivos!

domingo, 16 de maio de 2010

Católicos contestatários



Existe na nossa sociedade cada vez mais grupos de pessoas que se intitulam Católicos, mas que, por alguma razão estão contra as directrizes, as leis da Igreja!
Esses grupos acima de tudo criticam a Igreja e os seus líderes, acham que a Igreja tem de mudar, que tem de servir os seus interesses!
Não que eu seja contra a mudança, contra a modernidade, contra a aproximação da Igreja á sociedade, mas, considero que em alguns pontos a Igreja não pode nem deve ceder!!
Em questões tão fracturantes como o aborto, a eutanásia, a pena de morte, a homossexualidade, a Igreja não pode nem deve ser condescendente, nem aceitar!
São tudo situações de incontornável pecado! Independentemente de serem ou não aceites pela sociedade!
Vejamos então porquê:


O aborto é um atentado á vida, é um homicídio, é atentar contra a vida humana a vida de um inocente!

“A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida (46).”
«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1, 5).

«Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra» (Sl 139, 15).

A eutanásia é atentar contra a própria vida, é um suicídio!

“Aqueles que têm uma vida deficiente ou enfraquecida reclamam um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas, para que possam levar uma vida tão normal quanto possível.”

“Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia directa consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inaceitável.”

A pena de morte é fazer a justiça dos homens, é atentar contra a vida humana, é um crime!

“O quinto mandamento proíbe, como gravemente pecaminoso, o homicídio directo e voluntário. O assassino e quantos voluntariamente colaboram no assassinato cometem um pecado que brada ao céu (43).”

"O infanticídio (44), o fratricídio, o parricídio e o assassinato do cônjuge são crimes especialmente graves, em razão dos laços naturais que eles quebram. Não se podem invocar preocupações de eugenismo ou de higiene pública para justificar qualquer homicídio, ainda que tal seja imposto pelos poderes públicos”

A homossexualidade é um desvio, é anti-natura e em alguns casos depravação, é desvirtuar a sexualidade do ser humano, é tomar a sexualidade como um mero instrumento de prazer e satisfação!


“A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.”


“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.”


“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.”

Ler mais: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

“Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.” (Mt 5, 10-12)

sábado, 15 de maio de 2010

Conceitos de Deus


Existe entre nós Católicos os mais variados e contraditórios conceitos de Deus.

Há quem acredite num Deus moralista, juiz, controlador e castigador, um Deus que abençoa e concede graças a quem cumpre os seus preceitos, castiga e amaldiçoa os pecadores, aqueles que Lhe desobedecem!

Há quem acredite num Deus determinalista, um Deus que tudo controla e determina, um grande relojoeiro, que define o destino de todos nós e tudo o que fazemos e nos acontece no nosso dia-a-dia!

Há quem acredite num Deus milagreiro, um Deus que está ao nosso serviço para nos conceder as graças que Lhe pedimos!
Há ainda quem acredite num Deus misericordioso, um Deus que tudo perdoa e que tudo permite, bastando-nos pedir perdão que Ele aceita sem pestanejar!

Todos estes conceitos têm algo de verdadeiro, mas, são todos conceitos parciais de Deus!
São acima de tudo conceitos de conveniência ou de auto-consciência!

“Portanto, uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa boa talvez alguém se atreva a morrer. Mas é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. E agora que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão havemos de ser salvos da ira, por meio dele.” (Rm 5, 1-9)


“Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou, precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo - é pela graça que vós estais salvos - com Ele nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo. Pela bondade que tem para connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar, nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça.Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos.” (Ef 2, 4-10)

O que é ter fé?



A fé é algo que não se compra, não se vende, apenas se sente!
Ter fé é acreditar que Deus está presente na nossa vida, é acreditar que Deus faz parte de nós, é acreditar que Ele nos ama, é acreditar que somos obra Dele!
Tudo isto só é possível a quem quer estar com Deus, a quem no seu intimo e em espírito de oração O procura, a quem se predispõe a Ouvi-lo, a procurar o projecto, a missão que Ele confia a cada um de nós!
Ter fé é caminhar com Deus, é acreditar primeiro e aprender e conhecer depois. Só partindo de uma experiencia de fé, uma experiencia de Deus, se pode compreender os Seus mistérios e ensinamentos!


Ter fé é uma procura constante de Deus!

“Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!»” (Jo 20, 24-28)

“Ele, que é de condição divina,não considerou como uma usurpação ser igual a Deus;no entanto, esvaziou-se a si mesmo,tomando a condição de servo.Tornando-se semelhante aos homense sendo, ao manifestar-se, identificado como homem,rebaixou-se a si mesmo,tornando-se obediente até à mortee morte de cruz.”“Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudoe lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome,para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra;e toda a língua proclame:«Jesus Cristo é o Senhor!»,para glória de Deus Pai.” ( Fl 2, 6-11)

sábado, 17 de abril de 2010

Que instituição já pediu mais vezes perdão pelos seus erros, pelos seus pecados, que a Igreja?


“As desculpas não se pedem, evitam-se!”


Ou seja, pedir perdão por um erro cometido poderá ser evitado se não se cometer esse erro! Isso é verdade. Mas, quem nunca errou?
Todos nós na nossa vida quotidiana erramos. Todos nós estamos sujeitos ao erro!
Aliás, errar é humano, faz parte do nosso crescimento com pessoas!
Assim como também deve fazer parte do nosso crescimento, o pedir perdão, o admitir que se errou! Não evita o erro cometido, mas, é uma porta para o diálogo, para o perdão efectivo!

Olhando a isto, e ao facto de a Igreja ser uma instituição composta por pessoas, como todas as instituições do mundo, pergunto, que instituição já pediu mais vezes perdão pelos seus erros, pelos seus pecados, que a Igreja?


Não me lembro de nenhuma!

Os E.U.A. já alguma vez pediram perdão pela chacina de Hiroshima? Pelo erro que foi a invasão do Iraque?

A Igreja já pediu perdão pelas cruzadas, pela chamada guerra santa!

Os povos Ocidentais, colonizadores, que escravizaram, que trataram de modo desumano as pessoas de raça negra, que as transaccionavam como quem compra e vende um animal uma mercadoria, já pediram perdão por todos esses crimes?

A Igreja já pediu perdão pela Evangelização á força, pela inquisição!

Nós no nosso dia-a-dia, na nossa vida quotidiana pedimos perdão pelos nossos erros, pelas nossas faltas e culpas?

Nas últimas décadas os Papas já pediram perdão pelos mais variados pecados da Igreja, pelos pecados de 2000 anos de história!

Estaremos nós a ser justos quando criticamos a Igreja, uma instituição milenar composta por pessoas tão falíveis quanto nós?

“Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. “(Mt 18, 21-22)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

2000 Anos de perseguição


Qual é a divida da sociedade para com a Igreja?


Esta é a questão que todos aqueles que escrevem sobre a Igreja, que se limitam a dizer mal, a fazer críticas deveriam fazer a si próprios!
É com base nesta questão que todas as pessoas deveriam investigar de forma séria e construtiva a preponderância positiva da Igreja na sociedade global, na humanidade!

João César das Neves no seu artigo de opinião publicado hoje no jornal Diário de Noticias, responde a esta questão de forma séria, breve e bem estruturada:

“G. K. Chesterton em 1908, o cristianismo foi atacado "por todos os lados e com todos os argumentos , por mais que esses argumentos se opusessem entre si" (Orthodoxy, c. VI). Vemos criticar a Igreja por ser tímida e sanguinária, pessimista e ingénua, laxista e fanática, ascética e luxuosa, contra o sexo e a favor da procriação, etc. Mas o mais espantoso é que os ataques conseguem convencer-nos daquilo que é o oposto da evidência mais esmagadora.”

“Os iluministas provaram-nos que a religião cristã é a principal inimiga da ciência; supersticiosa, obscurantista, persecutória do estudo e investigação rigorosos. A evidência histórica mostra o inverso. A dívida intelectual da humanidade à Igreja é enorme. Devemos a multidões de monges copistas a preservação da sabedoria clássica. Quase tudo o que sabemos da Antiguidade pagã veio dos mosteiros. Foi a Igreja que criou as primeiras universidades e o debate académico moderno. Eram cristãos devotos os grandes pioneiros da ciência, como Kepler, Pascal, Newton, Leibniz, Bayes, Euler, Cauchy, Mendel, Pasteur, etc. Até o caso de Galileu, sempre citado e distorcido, mostra o oposto do que dizem.”

“os jacobinos asseguraram-nos que a Igreja é culpada de terríveis perseguições religiosas, étnicas e sociais, destruição cultural de múltiplos povos, amiga de fogueiras e câmaras de tortura, chacinas, saques e genocídios. No entanto, a evidência de 2000 anos de história real de cristãos concretos é de caridade, mediação, pacifismo. Tudo o que o nosso tempo sabe de direitos humanos, diplomacia, cooperação e tolerância foi bebê-lo a autores cristãos.”

“os marxistas vieram atacar a Igreja por ser contra os proletários e a favor dos ricos. Quando é evidente o cuidado permanente, multissecular e pluricultural dos cristãos pelos pobres e infelizes, e as maravilhas sociais da solidariedade católica no apoio aos desfavorecidos.”

“a Igreja é condenada por... pedofilia. A queixa é de desregramento sexual, deboche, perversão. Mas a evidência histórica mostra que nenhuma outra entidade fez mais pelo equilíbrio da sexualidade e a moralização da vida pessoal da humanidade. Mais uma vez, o ataque nasce do oposto da verdade.”

“Houve cristãos obscurantistas, persecutórios, cruéis, injustos, luxuosos, como hoje há padres pedófilos. Aliás, em 2000 anos de história, e agora com mais de mil milhões de fiéis, tem de haver de tudo. A distorção está na generalização ao todo de casos particulares aberrantes. Não sendo tão má quanto o mito, a Inquisição foi péssima. Mas a Inquisição não representa a Igreja e a própria Igreja da época a condenou. Os críticos nunca combatem os erros, sempre a instituição. Hoje não se ataca a pedofilia na Igreja, mas a Igreja pedófila.”

“Ninguém atropelou mais o rigor científico que os iluministas. Ninguém foi mais sangrento que os jacobinos. Ninguém gerou maior pobreza que os marxistas. Ninguém tem mais desregramento sexual que o nosso tempo.”

“O ataque à Igreja é uma constante histórica. A História muda. A Igreja permanece. Porque ela é Cristo. Dela é a nona bem-aventurança: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem" (Mt 5, 11).”

Com tudo isto ainda existem dúvidas que a Igreja é a grande responsável pelo nosso património social, cultural e até económico?

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