Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Um dos novos velhos tipos de perseguições ao Cristianismo












Cristãos, Católicos e até membros de outras Religiões estejam atentos! Pois este tipo de perseguições poderão afectar-nos nos próximos anos!





Foi com algum espanto, e até incredulidade que ouvi falar pela primeira vez da bíblia satânica! Pensava eu que isto era fruto da imaginação de alguns! Mas, qual não é o meu espanto que, numa pequena e fácil pesquisa na net, logo a encontrei!!! Ao fazer uma leitura transversal fiquei preocupado, por tal motivo decidi escrever este artigo como forma de repudio e indignação pela quantidade de blasfémias contidas em tão poucas linhas!!





Senão vejamos:




“1. Satã representa indulgência, em vez de abstinência!
2. Satã representa existência vital, em vez de sonhos espirituais!
3. Satã representa sabedoria pura, em vez da autoilusão hipócrita!
4. Satã representa bondade para quem a merece, em vez de amor desperdiçado aos ingratos!
5. Satã representa vingança, em vez de virar a outra face!
6. Satã representa responsabilidade para o responsável, em vez de se ligar a vampiros espirituais!
7. Satã representa o homem como um outro animal, algumas vezes melhor, mais freqüentemente pior do que os outros que caminham de quatro, porque em seu "divino desenvolvimento espiritual e intelectual", se tornou o animal mais viciado de todos!
8. Satã representa todos os denominados pecados, pois eles se direcionam a uma gratificação física, mental e emocional!
9. Satã tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, pois ele cuidou dos seus negócios todos esses anos!




““1)"Amar ao próximo" tem sido dito como a lei suprema, mas qual poder fez isso assim? Sobre que
autoridade racional o evangelho do amor se abriga? Por que eu não deveria odiar os meus inimigos - se o meu amor por eles não tem lugar em sua misericórdia?
2) É natural aos inimigos fazer o bem a todos? E o que é o bem?
3) Pode a vítima dilacerada e coberta de sangue amar o sangue esguichado pelos tubarões que a dilaceraram membro por membro?
4) Não somos todos nós animais predatórios por instinto? Se os homens pararem de depredar os outros, eles
poderão continuar a existir?
5) Não é a luxúria e o desejo carnal a mais verdadeira definição para descrever o "amor" quando aplicada à
continuidade da raça? Não é o "amor" das bajuladas escrituras simplesmente um eufemismo para a atividade sexual, ou era o grande mestre um exaltador de eunucos?
6) Ame os seus inimigos e faça o bem aos que o odeiam e o usam - não é a desprezível filosofia da pessoa servil que vira as costas quando chutado?
7) Odeie seus inimigos na totalidade do seu coração, e se um homem lhe dá uma bofetada, dê-lhe outra!; atinja-o dilacerando e desmembrando-o, pois autopreservação é a lei suprema!
8) Quem mostra a outra face é um cão covarde!”

Isto é só uma pequena amostra! O que acho ser suficiente para nos por alerta e realmente preocupados!!!

Ler mais:

http://ouijahp.kit.net/downloads/biblia_satanica.pdf

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Bento XVI e os Católicos por hábito






Ao ler as notícias sobre a visita do Papa Bento XVI á sua terra natal, fico com a nítida sensação de que temos um Papa muito atento ao que se passa com o seu imenso rebanho! Ficam aqui as frases que para mim são mais significativas:

“a “verdadeira crise da Igreja” Católica no mundo ocidental é uma “crise de fé”, apontando o dedo às consequências do relativismo e o individualismo.”

“Às vezes, este relativismo torna-se combativo, lançando-se contra pessoas que afirmam saber onde se encontra a verdade ou o sentido da vida”

“No nosso mundo rico ocidental, há carências. Muitas pessoas carecem da experiência da bondade de Deus. Não encontram qualquer ponto de contacto com as Igrejas institucionais e as suas estruturas tradicionais”

“A Igreja deve abrir-se incessantemente às inquietações do mundo e dedicar-se a elas sem reservas”, prosseguiu o Papa, alertando para “uma tendência contrária, ou seja, a de uma Igreja que se acomoda neste mundo” e “dá uma importância maior, não ao seu chamamento à abertura, mas à organização e à institucionalização”.
Citando a beata Teresa de Calcutá, Bento XVI afirmou que “a Igreja não são apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o Papa e os bispos”, mas todos os batizados, chamados a deixar de lado “tudo aquilo que seja apenas tática e procurar a plena sinceridade, que não descura nem reprime nada da verdade do hoje”

“Uma Igreja aliviada dos elementos mundanos é capaz de comunicar aos homens, precisamente no âmbito sociocaritativo – tanto aos que sofrem como àqueles que os ajudam –, a força vital particular da fé cristã”, disse ainda."

“não são as palavras que contam, mas o agir, os atos de conversão e de fé”

“Em última análise, a renovação da Igreja só poderá realizar-se através da disponibilidade à conversão e duma fé renovada”



Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Uma Igreja plenamente Cristã



“Como procederia Jesus nas actuais situações, quando pensamos no modo como agiu? Seria contra o preservativo, os anticonceptivos, excluiria as mulheres, obrigaria ao celibato, proibiria a comunhão aos recasados? Que diria sobre as relações sexuais antes do casamento? Como procederia em relação ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso?”

Estas perguntas estão num artigo de opinião do Padre Anselmo Borges publicado no jornal Diário de Noticias, que nesse mesmo artigo responde da seguinte maneira:

“A Igreja não pode entender-se como um aparelho de poder ou uma empresa religiosa, mas como povo de Deus e comunidade do Espírito nos diferentes lugares e no mundo. O papado não tem que desaparecer, mas o Papa não pode ser visto como "um autocrata espiritual", antes como o bispo que tem o primado pastoral, vinculado colegialmente com os outros bispos.”

“A Igreja, ao mesmo tempo que tem de fortalecer as suas funções nucleares - oferecer aos homens e mulheres de hoje a mensagem cristã, de modo compreensível, sem arcaísmos nem dogmatismos escolásticos, e celebrar os sacramentos -, deve assumir as suas responsabilidades sociais, apresentando, sem partidarismos, à sociedade opções fundamentais, orientações para um futuro melhor.”

“Não se trata de acabar com a Cúria Romana, mas de reformá-la segundo o Evangelho. Essa reforma implica humildade evangélica (renúncia a títulos como: Monsignori, Excelências, Reverências, Eminências...), simplicidade evangélica, fraternidade evangélica, liberdade evangélica. E é necessário mais pessoal profissional, acabando com o favoritismo. De facto, esta Igreja é altamente hierarquizada e ao mesmo tempo caótica. Quem manda no Vaticano? "Conselheiros independentes haverá poucos."”

“Mais: precisa-se de transparência nas finanças da Igreja; deve-se acabar com a Inquisição, não bastando reformá-la, e eliminar todas as formas de repressão; não é suficiente melhorar o Direito eclesiástico, que precisa de uma reforma de base; deve-se permitir o casamento dos padres e dos bispos, abrir às mulheres todos os cargos da Igreja, incluir a participação do clero e dos leigos na eleição dos bispos; não se pode continuar a vedar a Eucaristia a católicos e protestantes; é preciso promover a compreensão ecuménica e o trabalho em conjunto.”



Só assim poderemos ter uma Igreja mais Cristã!












Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Donde vem o mal?



É comum ouvir até mesmo entre pessoas crentes um discurso derrotista, um discurso de descrença e de desânimo quando algo corre mal, do género: “se Deus existe porque é que há tanta maldade no mundo?”, “Não poderia Deus acabar com tanto sofrimento no mundo?”
O Padre Anselmo Borges neste artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias ajuda a compreender o mal existente no mundo!

Ver:


http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1851941&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco

Aqui ficam as frases mais significativas para mim:


“Quando procuramos a raiz última do mal, encontramo-la na finitude. O mundo é finito e, por isso, há nele, inevitavelmente, mal: o finito não pode ser perfeito, pois tem falhas, carências, e nele haverá choques, pois, como escreveu Espinosa, "toda a determinação é negação".”
“é preciso considerar é que o mundo produz mal, todo o mal tem origem no próprio mundo. Por isso, na peste negra, houve procissões; com o terramoto de Lisboa, pensou-se que Deus o tinha permitido. Agora, com o tsunami no Japão, dá-se uma explicação científica, e, com a sida, investiga-se nos laboratórios.”


“se o mal é inevitável, por que é que Deus o criou? "Não posso responder ao ateu que diz que o mundo é absurdo, que não vale a pena. Eu não sou pessimista: creio que vale a pena e que há um referendo na Humanidade: todos, no fundo, sabemos que vale a pena. Por isso, continuamos a trazer filhos ao mundo."”



“pois todos têm de enfrentar-se com o mal e cada um tem a sua resposta para o problema. O crente religioso tem a sua: crê que Deus não teria criado o mundo, se de algum modo não fosse possível libertar--nos do mal. O que se passa é que o que não é possível num dado momento pode sê-lo mais tarde. Quem pode conceber-se a aparecer já adulto no mundo? A realidade é processual, e o crente em Deus como Amor e Anti-mal espera a salvação definitiva e plena para lá da morte.”



“depois da morte, não continuamos finitos? Confiamos em Deus e podemos mostrar, com razões, que a salvação eterna não é contraditória, mas possível.”



“Sim, a pessoa é um ser finito, mas com uma abertura infinita. Este é o mistério do Homem. Nunca estamos acabados, nenhum ser humano morre definitivamente feito. Não há nada finito que possa preencher a abertura humana, não há nada finito que possa realizar a nossa capacidade de conhecer e amar.



Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Fim do mundo“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe: nem os anjos do Céu, nem o Filho, só o Pai” ( Mt 24, 3-36)








Foi com algum espanto e preocupação que li na semana passada notícias que davam conta de uma recomendação do Vigário Geral da diocese de Leiria-Fátima o Padre Jorge Manuel Faria Guarda. A nota oficial foi publicada na página oficial da diocese de Leiria-Fátima, na Internet. Essa nota oficial dá conta da existência de grupos de oração católicos, que se reúnem em casas particulares; grupos de oração “inspirados em diversas correntes de espiritualidade e de piedade, por vezes mariana e fatimita [relacionados com a mensagem de Fátima] ” nos quais “circulam mensagens de videntes e de pretensas aparições da Virgem Maria”, com conteúdos “por vezes de teor apocalíptico a prever o fim do mundo”. O que na minha opinião é preocupante, pois este tipo de grupos de oração são degenerastes e degradantes, confundindo as pessoas menos preparadas na sua formação da fé!





Nessa mesma nota oficial o Vigário Geral da diocese de Leiria-Fátima faz as seguintes recomendações:

“É louvável que os fiéis leigos tomem iniciativas para constituir grupos de oração…. Na adesão a tais grupos, os fiéis católicos procurem informar-se sobre os mesmos e se têm a aprovação por parte dos pastores da Igreja, nomeadamente do pároco local. Os pastores, por seu lado, procurem avaliar as iniciativas dos leigos, reconheçam o que é bom, acolham-no e dêem aos fiéis esclarecimentos e apoios oportunos.”

“Na prática da oração, tenham-se em conta os ensinamentos de Jesus que adverte para não se usarem de vãs repetições e não se pensar que, por muito falar, se é atendido (cf Mt 6, 5-15)…….. É verdade que há vários modos de fazer oração, mas nem todas têm o mesmo valor. Prefira-se as que se baseiam na palavra de Deus e as que são aprovadas pela Igreja, em vez das que resultam de visões ou aparições privadas não confirmadas pelos pastores da Igreja.”

“Perante mensagens que anunciam o fim do mundo e castigos para breve, os fiéis católicos não se deixem amedrontar. Jesus exortou os seus discípulos a não terem medo. E, sobre o fim do mundo, disse-lhes que tivessem cuidado para que ninguém os desencaminhasse nem enganasse, porque viriam muitos em seu nome que haveriam de enganar muita gente, “mas aquele que se mantivesse firme até ao fim seria salvo”…… Portanto quem pretende ter recebido uma visão a indicar o fim do mundo para breve ou indicando uma data está a inventar isso por sua cabeça e a mentir.”

“Também S. Paulo recomendou aos cristãos de Tessalónica que examinassem as profecias e retivessem somente o que fosse bom ( 1 Tes 5,20-22). É que já no seu tempo, particularmente na comunidade de Tessalónica, havia quem difundisse mensagens amedrontadoras, usando por vezes abusivamente o nome de um apóstolo. ………Hoje, há quem use o nome de Nossa Senhora ou o seu Imaculado Coração para divulgar esse tipo de mensagens. É preciso não se deixar enganar. O critério para avaliar se uma mensagem, venha ela de onde vier, pode ser tida por verdadeira é a sua conformidade com o Evangelho de Jesus Cristo e a doutrina cristã.”

“Tenham os fiéis algum cuidado quando se lhe pede dinheiro nos grupos de oração…… Há quem se aproveite da generosidade dos outros.”

“Para evitar deixar-se enganar, recomenda-se aos fiéis católicos que cuidem da sua própria formação na fé, quer pela leitura e estudo pessoal quer frequentando as iniciativas paroquiais ou mesmo a Escola diocesana “Razões da Esperança” e o Centro de Formação e Cultura; e quaisquer acções de formação proporcionadas na Igreja.”

Ler mais:




Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Falemos do que está realmente em jogo nestas eleições legislativas!






Estando a menos de uma semana das eleições legislativas, há ainda muitos portugueses com muitas dúvidas; não sabem se devem ir votar, em quem votar, se estas eleições terão realmente repercussões na nossa vida quotidiana etc.

O Doutor João César das Neves, no seu artigo de opinião publicado hoje no jornal Diário de Noticias, ajuda-nos a compreender o quanto é importante ir votar nestas eleições!
Resumindo, só com o nosso voto, o voto consciente de cada português se pode escolher o caminho que queremos para o nosso país!

Aqui fica o que de mais significante encontrei neste artigo:

“Para entender a situação é preciso ultrapassar o nevoeiro da retórica eleitoral e a tolice dos comentadores de ocasião e avaliar o plano económico. Isso exige algo que poucos fazem: ler o "memorando de entendimento", não para encontrar argumentos, mas para saber o que diz.”

“O plano tem três aspectos surpreendentes. Primeiro, ao contrário de 1978 e 1983, não se limita ao buraco financeiro, mas preocupa-se com o crescimento e a reestruturação da economia. Do mercado de trabalho (4.1-4.9) à energia (5), saúde (3.49-3.82), bancos (2) e correios (5.20-5.21), as propostas estendem-se a múltiplos aspectos da situação. Claro que as coisas estão ligadas e o pagamento da dívida será facilitado se a estagnação económica for rompida. Mas o FMI costuma ser acusado de visão mesquinha e curta, sacrificando o desenvolvimento futuro aos pagamentos imediatos. Desta vez, pelo menos, adoptou atitude larga e sensata.”

“Além disso, forçando dolorosos ajustamentos que farão sofrer muita gente, o plano mostra preocupações sociais de justiça: nas pensões (1.11), nos benefícios fiscais (1.20 i), nas taxas moderadoras (3.49), no acesso à saúde (3.69 i), no subsídio de desemprego (4.1 iv), etc. Também isto é inesperado. Mas o elemento central é que, apesar de marcar metas claras e precisas, deixa a Portugal a escolha dos meios para as atingir. Chega a recomendar estudos que indicarão a solução. Haverá controle apertado na obtenção de exigentes objectivos, mas bastantes graus de liberdade na forma de os conseguir.”

“Este elemento torna as eleições relevantes. O plano apenas fornece um esquema geral, que o nosso Governo concretizará. Ele acerta os totais; mas dá liberdade nas parcelas. Seremos nós a decidir quem paga os custos da solidez financeira. O memorando traça o destino, e nisso o nosso voto é irrelevante. O que decidiremos no domingo é a partilha de sacrifícios. Esta é, ao mesmo tempo, a oportunidade e o perigo, pois torna visível a nossa questão social.”

Primeiro, maioria absoluta. Depois, um Governo com sentido de Estado, que ponha o interesse nacional acima da popularidade imediata. Se o plano tiver sucesso, dentro de quatro anos ganhará as eleições por mérito próprio. Entretanto, poderá ir atirando a culpas para o FMI.”

“Portugal tem três problemas: financeiro, económico e social. O memorando tratará dos dois primeiros, se as eleições resolverem o terceiro.”


Ler mais:



Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Assim se faz campanha eleitoral no nosso país!

Compram-se apoiantes por dez ou quinze euros; mesmo que não possam votar! Pois…trata-se de emigrantes!



Barra-se a aproximação de manifestantes incómodos a qualquer custo! Nem que seja com recurso á violência!

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

As semelhanças entre José Sócrates e o grande actor António Silva

Ao ler o artigo de opinião do Dr. João César das Neves publicado hoje no jornal Diário de Noticias, senti um misto de preocupação e vontade de rir!!



É tão evidente a semelhança entre estes dois grandes actores, que, não resisti á tentação de aos trechos do artigo de opinião adicionar pequenos vídeos do grande actor que foi António Silva!




“Na campanha eleitoral de 2005 e nos primeiros meses após tomar posse como chefe do Governo, Sócrates tomou a atitude digna e severa do alfaiate Caetano de A Canção de Lisboa (1933). Sempre muito imparcial e desinteressado, criticava o Vasquinho da Anatomia (na circunstância o Dr. Santana Lopes, antecessor no cargo) como cábula e estroina. Acima de tudo, estava indignado por ele namorar com a filha, a costureirinha Alice (o povo). Entretanto, com "a máxima imparcialidade" manipulava a seu favor o resultado da eleição da rainha das costureiras da Academia Recreativa Dr. Barbosa Girão: "então um bocado de hino, façam favor, sim?". De facto, as promessas solenes de nunca subir impostos foram logo renegadas, aumentando o IVA. Afinal tudo não passava de um truque para poder "comer o dinheiro às velhotas", as tias de Trás-os-Montes.”



“À medida que o tempo passava o senhor Primeiro-Ministro, genial comediante, mudou de pele e foi aparecendo como o senhor Anastásio de O Leão da Estrela (1947). Eterno optimista, fazia promessas inauditas: plano tecnológico, reforma da administração, saúde e educação, energias renováveis, tudo ia ser possível: "O Peyroteo chuta no Terreiro do Paço e mete golo no estádio do Lima." Além disso defendia os seus partidários com todo o fanatismo: "Se é leão é um homem de bem." Com ele a democracia ganhava novos cambiantes: "Eu trato o meu semelhante de igual para igual: o que é meu é meu, o que é teu é nosso."



“Quando se começou a ver que as reformas afinal não aconteciam, e além disso os jornais descobriam escândalos sucessivos, houve nova mudança, desta vez para Simplício Costa de O Costa do Castelo (1943). Versejador, professor de fado, caloteiro sempre optimista, era imparável: "Quanto é que você aposta/que o povinho até se afasta,/quando vir passar o Costa/a correr com esta pasta?". Os seus planos e projectos eram como a da compra da telefonia de 300 escudos: "'Vendia-ma por 400. Eu dava-lhe 20 escudos semana sim, semana não. Na semana sim, que eu não pagaria, ficava para a semana não. Sim?' 'Não!'."



“Chegou-se finalmente ao momento decisivo. Em Setembro de 2008 o mundo caiu na maior crise do nosso tempo, que finalmente revelou José Sócrates na sua real personalidade. Ele é O Grande Elias (1950), o supremo aldrabão. Os seus esquemas são todos infalíveis. Foi à Europa e disse: "'Vamos fazer uma vaca de cem escudos. Tu dás os cem escudos'. 'E tu?'. 'Eu dou o palpite que vale três contos e quinhentos. Achas pouco?'". Assim os gastos iam subindo. Eram auto- -estradas, PPP, aeroporto, TGV, tudo ideias excelentes que sorviam cada vez mais verbas: "'200 contos!? Mas para que é que foi tanto dinheiro?' 'Outra ideia do Elias. Disse-me que era para uma fábrica de botões'. 'E que fizeram aos 200 contos'. 'Ora, abotoaram- -se com eles'." Só que infelizmente, ao contrário do filme, no final a tia do Brasil (que neste caso era alemã e chamava-se Ângela) não o quis salvar.”



“Tudo acabou, nos últimos tempos, como o Evaristo droguista de O Pátio das Cantigas (1942), julgando-se superior aos vizinhos, sempre ofendido porque acha que ninguém o entende. É gozado por todos mas mantêm uma sobranceira indignação perante as incompreensões. Acima de tudo, fica "dessincronizado" quando lhe gritam "Oh Evaristo, tens cá disto?". Porque já só terá aquilo que lhe emprestarem.”



Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1847507&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco