Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de maio de 2012

E tu amas Portugal?



Ser Português é amar Portugal! E tu amas Portugal?

João Cesar das Neves no seu artigo de opinião de ontem descreve a sua opinião sobre o nosso patriotismo! Da qual eu concordo totalmente senão vejamos:

 “Ainda há muita gente que ama verdadeiramente Portugal. Ama- -o, não por ser grande e próspero, não pelas suas obras e feitos, não omitindo fraquezas e misérias. Ama-o por ser o que é. Ama-o por ser nosso. Ama-o por ser aquilo que somos.”


 “É indiscutível o terrível sofrimento de tantos e a legítima indignação por erros inacreditáveis, ultrajes descarados, crimes impunes. Mas tudo isso remete apenas para pessoas concretas, factos particulares, circunstâncias específicas. Extrapolar de situações individuais para injúrias colectivas é, em si mesmo, um erro, um ultraje, um abuso. Apesar de comum.”


 “Existe mesmo um prazer mórbido em exagerar os males, uma satisfação doentia em coleccionar misérias e maldades. Muitos sentem ânsia em apregoar desgraças, em afirmar que sempre foi assim, que Portugal nunca saiu da "cepa torta", que "este país" não tem emenda.”


 “Sem se darem conta de que esses esforços são, em si mesmos, os verdadeiros sinais da alegada decadência. O País não é mau, apesar da inegável mediocridade dessas elites.”


 “Todos os povos passam continuamente por momentos altos e baixos, épocas de grandeza e sofrimento. Faz parte da natureza humana. Afinal, cada crise é apenas um desafio à presente geração para vencer as dificuldades que lhe competem, como as anteriores fizeram. Como elas, podemos conseguir ou falhar. Mas a culpa do resultado não é do País, cultura ou tradição nacional. É mesmo só nossa.”


 “É verdade que, ao contrário do que dizem os mórbidos, há muito de que nos orgulhar na história, que tem características únicas e espantosas: as mais antigas e estáveis fronteiras do planeta, enorme diversidade em pequeno espaço, influência espalhada pelo mundo, resiliência, hospitalidade, bonomia, imaginação, improvisação. Tal não deve gerar orgulho, raiz de todo o mal, mas alegria e humildade.”


 “Acima de tudo, como todos os humanos, anseia ser amado. Amado precisamente como é. Esta é a única atitude séria: amar o País por ele ser nosso. O único que temos. Sem ele nada somos. Amá-lo com tudo o que tem de bom, e é muito, e o que fez de mal, que deve ser mais. Felizmente muita gente ama Portugal.”

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O que é a liberdade?






Quando em Portugal se comemora os 38 anos da revolução do 25 de Abril - a revolução dos cravos, a revolução que trouxe a liberdade e a democracia a Portugal e aos portugueses - seria aconselhável fazer uma reflexão sobre o que é a liberdade!

Será que liberdade é fazer e dizer o que se quer?

Será que liberdade é permitir à mulher abortar quando quiser e as vezes que quiser?

Será que liberdade é insultar, gozar e maltratar colegas e professores?

Será que liberdade é dizer mal, insultar, difamar, levantar falso testemunho sobre uma pessoa ou instituição só porque não gostamos deles ou lhes queremos fazer mal?

Será que liberdade é os nossos políticos servirem-se do País em vez de servirem o País?

Será que liberdade é os nossos empresários tratarem os funcionários como meros números em vez de os tratarem como pessoas?


A liberdade de um individuo termina onde começa a do outro!!!
 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

As semelhanças entre José Sócrates e o grande actor António Silva

Ao ler o artigo de opinião do Dr. João César das Neves publicado hoje no jornal Diário de Noticias, senti um misto de preocupação e vontade de rir!!



É tão evidente a semelhança entre estes dois grandes actores, que, não resisti á tentação de aos trechos do artigo de opinião adicionar pequenos vídeos do grande actor que foi António Silva!




“Na campanha eleitoral de 2005 e nos primeiros meses após tomar posse como chefe do Governo, Sócrates tomou a atitude digna e severa do alfaiate Caetano de A Canção de Lisboa (1933). Sempre muito imparcial e desinteressado, criticava o Vasquinho da Anatomia (na circunstância o Dr. Santana Lopes, antecessor no cargo) como cábula e estroina. Acima de tudo, estava indignado por ele namorar com a filha, a costureirinha Alice (o povo). Entretanto, com "a máxima imparcialidade" manipulava a seu favor o resultado da eleição da rainha das costureiras da Academia Recreativa Dr. Barbosa Girão: "então um bocado de hino, façam favor, sim?". De facto, as promessas solenes de nunca subir impostos foram logo renegadas, aumentando o IVA. Afinal tudo não passava de um truque para poder "comer o dinheiro às velhotas", as tias de Trás-os-Montes.”



“À medida que o tempo passava o senhor Primeiro-Ministro, genial comediante, mudou de pele e foi aparecendo como o senhor Anastásio de O Leão da Estrela (1947). Eterno optimista, fazia promessas inauditas: plano tecnológico, reforma da administração, saúde e educação, energias renováveis, tudo ia ser possível: "O Peyroteo chuta no Terreiro do Paço e mete golo no estádio do Lima." Além disso defendia os seus partidários com todo o fanatismo: "Se é leão é um homem de bem." Com ele a democracia ganhava novos cambiantes: "Eu trato o meu semelhante de igual para igual: o que é meu é meu, o que é teu é nosso."



“Quando se começou a ver que as reformas afinal não aconteciam, e além disso os jornais descobriam escândalos sucessivos, houve nova mudança, desta vez para Simplício Costa de O Costa do Castelo (1943). Versejador, professor de fado, caloteiro sempre optimista, era imparável: "Quanto é que você aposta/que o povinho até se afasta,/quando vir passar o Costa/a correr com esta pasta?". Os seus planos e projectos eram como a da compra da telefonia de 300 escudos: "'Vendia-ma por 400. Eu dava-lhe 20 escudos semana sim, semana não. Na semana sim, que eu não pagaria, ficava para a semana não. Sim?' 'Não!'."



“Chegou-se finalmente ao momento decisivo. Em Setembro de 2008 o mundo caiu na maior crise do nosso tempo, que finalmente revelou José Sócrates na sua real personalidade. Ele é O Grande Elias (1950), o supremo aldrabão. Os seus esquemas são todos infalíveis. Foi à Europa e disse: "'Vamos fazer uma vaca de cem escudos. Tu dás os cem escudos'. 'E tu?'. 'Eu dou o palpite que vale três contos e quinhentos. Achas pouco?'". Assim os gastos iam subindo. Eram auto- -estradas, PPP, aeroporto, TGV, tudo ideias excelentes que sorviam cada vez mais verbas: "'200 contos!? Mas para que é que foi tanto dinheiro?' 'Outra ideia do Elias. Disse-me que era para uma fábrica de botões'. 'E que fizeram aos 200 contos'. 'Ora, abotoaram- -se com eles'." Só que infelizmente, ao contrário do filme, no final a tia do Brasil (que neste caso era alemã e chamava-se Ângela) não o quis salvar.”



“Tudo acabou, nos últimos tempos, como o Evaristo droguista de O Pátio das Cantigas (1942), julgando-se superior aos vizinhos, sempre ofendido porque acha que ninguém o entende. É gozado por todos mas mantêm uma sobranceira indignação perante as incompreensões. Acima de tudo, fica "dessincronizado" quando lhe gritam "Oh Evaristo, tens cá disto?". Porque já só terá aquilo que lhe emprestarem.”



Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1847507&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco







segunda-feira, 14 de março de 2011

“Geração á rasca”? São todas!


Geração á rasca”, foi o titulo atribuído á manifestação ocorrida no sábado passado. As reacções não se fizeram esperar, para uns foi um sucesso, para outros uma vergonha! Para mim nem uma coisa nem outra!
Se por um lado tenho que dar razão a quem se manifestou, pois todos nós estamos á rasca! Por outro lado tenho que dizer que olhando ao facto de não ter ouvido ou lido qualquer proposta ou alternativa criteriosa, tenho também de concordar com quem não se manifestou!

João César das Neves no seu artigo de opinião publicado hoje no jornal Diário de Noticias revela a sua opinião, da qual eu partilho e aqui exponho grande parte.


Estes excertos levam-nos a questionar os verdadeiros fundamentos desta manifestação:


“Muita da irritação destas gerações é compreensível. Têm razão no protesto. Mas é bom lembrar que só há desilusão se antes houver ilusão. Foi o mito da vida fácil com dívida europeia que nos meteu a todos nesta crise. Nisso somos todos, mais ou menos, responsáveis.”

“Normalmente omite a terrível dureza da vida das duas primeiras gerações para se centrar na justa raiva das duas últimas. Assim motiva os protestos. Mas protestos porquê? Protestos contra quem? Será que vale a pena protestar contra a data do nosso nascimento? Contra a sociedade onde caímos? Quereríamos voltar atrás? Não podemos e, se pudéssemos, então era difícil convocar manifestações no Facebook!”

“Protestos porquê? Seria razoável os avós dos actuais jovens terem-se manifestado contra a má electrificação? Os pais protestarem por sermos mais pobres que a Europa? Eles fizeram muitas manifestações no seu tempo, por exemplo contra a guerra colonial. Mas aí havia um pedido concreto. Hoje o problema dos protestos é não saberem o que querem que se faça. Sabem o que pretendem, o mesmo que todos queremos. Mas, como todos, não sabem bem como lá chegar.”

“Protestos contra quem? Quem é responsável pelo actual estado de coisas? Vamos acusar as gerações anteriores? De quê? Da electrificação? Da democracia e adesão à Europa? De nos terem trazido o Facebook e darem casa aos filhos, porque o trabalho precário não lhes permite melhor?”

Nos excertos que se seguem somos levados a reflectir sobre a realidade económica, social e política, que as últimas três gerações e a actual foram de algum modo “obrigadas” a viver ou sobreviver. Lançando também um repto de unidade e audácia para melhor preparar cívica e moralmente a geração que se segue:

“Existe ainda uma geração entre nós: aquela que terá cerca de 20 anos em 2030. Esses não têm culpa nenhuma. Seria bom que, em vez de protestar contra o estado da nossa geração, todos nos esforçássemos por melhorar a deles, enfrentando este desafio como enfrentámos os anteriores.”

“Ainda é activa boa parte das pessoas que tinham 20 anos por volta de 1955. Essas não se podem considerar enganadas, porque ninguém lhes disse que ia ser fácil. Viveram a guerra colonial e a prosperidade da ditadura. Mas é bom lembrar que nessa prosperidade tratava-se, por exemplo, de terminar a electrificação nacional. Mesmo com emprego seguro e crescimento geral, tinham uma vida hoje inimaginável.”

“A geração seguinte tinha 20 anos por volta de 1975. Essa não conheceu a guerra, mas fez o 25 de Abril e aderiu à Europa. As descrições românticas do período heróico tendem a esconder o medo, a incerteza, os sacrifícios dessa época. O Portugal que no tempo do salazarismo se sabia atrasado e pobre, mesmo crescendo rápido, deixou de crescer e andou nas notícias mundiais devido à confusão. Depois as coisas acalmaram e fomos o "o bom aluno europeu". Mas também aí a geração não foi enganada, porque todos lhe diziam que seria difícil o desafio. E foi.”

“Seguem-se os que tinham 20 anos por volta de 1995. Esses, de facto, podem dizer-se uma geração enganada. Discursos, debates, projectos, planos prometeram que, chegando ao euro, tudo ia ser fácil. Bastava estudar alguma coisinha e haveria empregos bons e seguros. Eles acreditaram. Para depois descobrirem amargamente aquilo que pais e avós tinham sabido à sua maneira: a vida é dura e ninguém nos garante nada. É verdade que a vida hoje é muito menos dura do que foi nas décadas anteriores, cuja dureza já esquecemos. Mas a frustração não vem do que se vive. Vem da expectativa.”

“Existe depois a geração que tem hoje mais ou menos 20 anos. Essa já não é enganada. Discursos, debates, projectos e planos ainda lhes prometem o mesmo de antes, mas ninguém acredita. Notícias, canções, conversas de café e histórias de amigos não deixam ilusões. Esses, como os que fizeram a electrificação ou o 25 de Abril, sabem à partida que a vida vai ser muito dura. Mas, embora sem ilusões, ainda têm uma amargura que os antigos não tinham. Sentem-se com direito ao que sabem que não vão ter porque, de alguma maneira, admitem os tais discursos, embora em desespero.”

Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1805286&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1


quarta-feira, 9 de março de 2011

Geração parva, à rasca ou á deriva?


Com o agravamento da crise, das condições laborais, o aumento dos impostos, etc; os movimentos de contestação têm crescido, muito em especial entre os jovens.
Embora eu concorde em parte com toda esta contestação, tenho de dizer que mais do que gritar, vir para a rua! Há que arrumar as ideias, definir objectivos e arregaçar as mangas!


Ser jovem tem de ser sinal de esperança!

Ficam aqui trechos de dois artigos de opinião com que me Identifico a respeito deste tema:

“Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.”

“Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.”

“É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.”

“Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.”

“Dois tipos com ar idiota e anacrónico gozam com os clichés das "canções de intervenção" do período imediatamente posterior ao 25 de Abril de 1974. Apesar de não terem muita graça, permitem a catarse, a sorrir, - a melhor via para a cura de qualquer trauma social - da evidência ridícula dessa faceta de uma geração que, já agora, foi também a geração, à rasca, que enfrentou problemas tão complexos como a ditadura (política, económica e cultural), a Guerra Colonial, o analfabetismo, a pobreza, o atraso civilizacional, a construção de um novo regime, a descolonização e a inflação de dois dígitos. Não se saíram nada mal, convenhamos.”

“Pois a caricatura foi eleita, pelo voto popular, vencedora do festival da RTP. Como duvido que as células revolucionárias mobilizáveis pelo GAC tenham reaparecido e organizado uma chapelada nas urnas, pasmo. Lembro a votação nas presidenciais em José Manuel Coelho, o candidato ridicularizado pela comunicação social. E como, contraditoriamente, o júri regional da RTP rejeitou esses mesmos Homens da Luta. Junto a convocação, anónima, da manifestação da nova "geração à rasca", do dia 12, que abraçou como hino uma canção do grupo Deolinda...”

“Sabem o que me preocupa? É que a cantiga é uma arma, sim senhor. No tempo de José Mário Branco era contra a burguesia. Agora, com este movimento sorrateiro, não sei muito bem contra o que é. Alguém sabe?”

Ler mais:

http://www.destak.pt/opiniao/87876

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1800902&page=-1


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve geral ou dia de descanso e festa?


Hoje é dia de greve geral, é dia de protesto, dia de os portugueses virem para a rua protestar, gritar palavras de ordem!

Mas será que era isso que estava programado? Será que foi isso que aconteceu?

Ouvindo as noticias não me parece! Muitos portugueses ficaram em casa, outros foram trabalhar e uma maioria veio para a rua protestar gritar palavras de ordem!

Mas esta greve foi também motivo para a preparação de concertos e festas:

“17h30:E venha a música. Escolha o melhor lugar junto ao palco no Rossio para o concerto organizado pelos Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, da CGTP. Jorge Palma, Camané, Janita Salomé, Peste&Sida, Zé Pedro (dos Xutos e Pontapés9 e Alex (dos Rádio Macau). Aprenda a palavra de ordem: "Contra as injustiças. Mudar de políticas." E se os artistas concordarem, grite bem alto.”

“21h30: Está prometida a festa da greve. A CGTP e a UGT ainda não divulgaram onde será.”

Não será estranho estarmos a viver uma situação tão complicada, o país quase na banca rota e uma grave geral dá origem a um dia de descanso extra, festas e concertos?

Ler mais:

http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=4814

http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-spam---b--Politica---b----spam-/Guia-para-a-greve-geral.aspx

Valores morais e a crise




Como já escrevi em outras ocasiões, para mim uma das principais razões da actual crise, é uma outra crise! A crise de valores morais!

Que moral teremos nós, comuns cidadãos, para criticar os nossos políticos pelas suas atitudes pouco éticas, quando nós fazemos o mesmo?

Ou será que viver acima das possibilidades, fugir aos impostos, pedir ou meter uma cunha por um amigo, tentar subornar uma autoridade ou receber parte do vencimento por fora sem fazer descontos, é prática exclusiva dos nossos políticos? Não me parece!

O Padre Anselmo Borges e o Doutor João César das Neves, dois dos cronistas que escrevem no jornal Diário de Noticias, e que mais aprecio, comprovam em parte a minha teoria:

“Os seres humanos são constitutivamente abertos à questão ética, porque nascem por fazer, devido à neotenia, e devem fazer-se bem moralmente, porque a sua lei é a lei da liberdade e da dignidade. Devemos habitar o mundo eticamente (o étimo de ética é êthos, morada).”

“E que fazer? Queres saber se esta ou aquela acção é boa ou má? Pergunta a ti mesmo o que aconteceria se todos se comportassem como tu e se quererias isso honrada e dignamente. Se todos mentissem, quem poderia acreditar em alguém? Quererias viver numa sociedade na qual todos roubassem? Se toda a gente matasse, nem sociedade existiria. Se ninguém pagasse impostos, não poderia erguer-se uma vida comum em dignidade e todos perderiam.”

“O grande desafio do nosso tempo é a formação ética, para os valores. Quando isso não acontece, remetemos constantemente para a política, para as leis, para os tribunais... Ora, neste quadro, fica-se confrontado com duas questões temíveis.”

“não é possível legislar sobre tudo, até porque o indivíduo tem mais deveres do que o cidadão, pois há o pré-político e o pré-jurídico. Depois, seja como for, sem ética assumida - e poderia acrescentar: sem referência religiosa ao Absoluto -, fica apenas a lei e a sua sanção, o medo e a esperança de não ser apanhado. Por exemplo, se não se pagar impostos e se for apanhado, tanto pior... De qualquer forma, nesta lógica, sem valores éticos assumidos, acaba, no limite, por ser necessário colocar um polícia junto de cada cidadão, mas, como os polícias também são humanos, é preciso pôr um polícia junto de cada polícia... Ai!, o totalitarismo!”

“A crise tem vários culpados, alguns evidentes. E até é verdade que muitos desses estão a passar incólumes beneficiando das suas tropelias. Justiça e tribunais devem puni-los. Mas também devemos deixar a busca obsessiva de arguidos. É muito estúpido, quando a casa está a arder, instaurar controversos processos de intenção e responsabilidade, envolvendo-se em discussões necessariamente longas. Há um tempo para tudo, e este não é tempo de recriminações. Até porque a culpa última é de todos nós, que cá vivemos estes anos.”


“enfrentar a crise. Os portugueses, que costumam dormir na bonança, dão o seu melhor nos momentos impossíveis. A recessão não tem uma solução; tem milhões. Dez milhões, para ser exacto. Será cada um, lidando de forma prática com as dificuldades reais que se lhe colocam, que construirá a resposta indispensável para a crise nacional. Trabalhar mais e melhor, poupar mais, investir mais e melhor são as saídas, agora como sempre. Além da criatividade, imaginação, improvisação e desenrascanço em que somos peritos. Se fizermos isto uns tempos veremos que a crise passa muito mais depressa que julgamos.”

“A injustiça nacional dos últimos anos deveu-se precisamente a que, sendo novos ricos, por momentos perdemos de vista os antigos valores. A crise tem de ser um chamamento à famosa hospitalidade lusitana.”


ler mais:


http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1676539&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1705416&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cumprir “Os Objectivos do Milénio” para quando?



Embora não seja novidade para ninguém! É sempre importante relembrar!


Estes são, os trecho mais importantes (para mim!) de um artigo de opinião, publicado, no jornal Diário de Noticias, de ontem, do Prof. Adriano Moreira :

"Quando, por outro lado, avaliamos a intervenção que pode referir-se ao Conselho de Segurança, onde, segundo as normas vigentes, está assente o poder de impor decisões a favor da paz, sem a qual é difícil admitir que existem Objectivos do Milénio viáveis, vamos encontrando uma enumeração tenebrosa de violências em curso: que a tortura é uma prática generalizada, e geralmente impune; que em Jerusalém Ocidental as demolições e novos colonatos podem constituir crimes de guerra; que a situação dos refugiados do Líbano é preocupante; em Gaza, os directores da UNRWA (Refugiados da Palestina no Próximo Oriente), condenam ataques contra instituições recreativas para crianças; no Quirguistão o alto-comissário para os Refugiados apela à reconciliação; na Somália até o direito de fugir tem dificuldades crescentes; no Darfur os grupos armados são exortados sem êxito a negociar com o governo; novas sanções são aplicadas ao Irão; no Kosovo o enviado da ONU apela à calma depois da violência; pede-se a punição dos que continuam a recrutar crianças-soldados; no Iraque e no Afeganistão a situação está longe de inspirar a esperança próxima de uma vida pacífica.
Não se encontra, em qualquer destas intervenções, uma repetida e decidida condenação do tráfico de armas que torna possíveis as violências, nem da privatização da guerra, nem da corrida à sofisticação dos armamentos, isto é, do complexo militar-industrial que, à margem do direito internacional, largamente se alimenta dos recursos que tornariam viáveis os Objectivos do Milénio. A distância da lei, e por vezes a distância desta do paradigma ético da ONU e da Declaração de Direitos Humanos, acentuam a gravíssima e alastrante situação de os factos articularem o normativismo à margem das instituições. Por isso, o apelo ao Estado de direito é crescente, a esperança na Justiça internacional consolida-se com louvores ao Tribunal Penal Internacional, o poder da palavra está em exercício: mas enquanto não se conseguir eliminar esta anarquia, os Objectivos do Milénio tardarão em ser um outro nome da paz."

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1627492&seccao=Adriano Moreira&tag=Opini%E3o - Em Foco

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Será verdade?



João César das Neves no seu artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias de hoje, transcreve uma entrevista a um proprietário ou responsável de uma empresa de consultores de imagem e assessores de imprensa.


Empresas essas que assoariam os nossos políticos!


Embora fique a sensação de que se trata de uma entrevista fictícia?………demonstra muito daquilo que se passa nos bastidores da política! Só por isso já é preocupante!
Queremos nós continuar a ser enganados?


Aqui ficam pequenos trechos desse artigo:

“Não é bem assim. José Sócrates existe, mas como personalidade artificial criada nos estúdios especializados da nossa empresa www.makeyourleader.com. Trata--se, não de uma pessoa verdadeira, mas de alguém especialmente concebido por técnicos altamente treinados para garantir uma liderança de qualidade. O PS contratou os nossos serviços em 1998, quando Guterres entrou em decadência, e trabalhamos desde então.”

“Isso, antigos projectos de engenharia e até os problemas dos parentes falsos, que nós criámos, foram detectados por jornalistas. Felizmente ninguém foi ao fundo da questão até à vossa descoberta.”

“Correr mal? Quem disse? Consideramos o "projecto Sócrates" um dos nossos maiores êxitos. Mantemos a criação no poder há mais de cinco anos, o terceiro mais longo PM desta democracia, e lutaremos pelo segundo lugar. Pelo menos!”

“O uso da golden share na PT foi a mais recente invenção do nosso laboratório, para anular os efeitos da subida de impostos e derrota no Mundial de Futebol. Foi brilhante!”

“Claro! A decisão não tem pés nem cabeça. Mas é uma genial jogada de diversão. O princípio básico é que a política deve ser mantida o máximo de tempo no reino da ficção. É essencial discutir assuntos inúteis. Quando o mundo real entra no debate público, as coisas saem do domínio, porque a realidade é imprevisível. Só a ficção se controla. O ideal é ter todos a discutir diplomas escolares do PM, corrupção, casamento gay, zangas de dirigentes e disparates afins. Afastar o mais possível a atenção dos problemas das pessoas. É para isso que serve a política.”

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1616274&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco




quarta-feira, 16 de junho de 2010

“Tudo é relativo nada é concreto!”


Hoje em dia é comum ouvir as mais variada frases quando se debate assuntos importantes e de responsabilidade. Tais como:


“Isso é relativo!” “Depende da perspectiva!” “É um ponto de vista”


São frases que demonstram a perspectiva relativista da sociedade!
São frases que demonstram um relativismo cego!
São frases que demonstram o quanto os valores morais e sociais estão a ser questionados, conforme o desejo e a necessidade egoísta das pessoas, da sociedade!

Os idosos são abandonados em lares ou em suas próprias casas!
Esquecendo os seus familiares tudo o que essas pessoas por eles fizeram!

Os jovens olham para os mais velhos como quem está a olhar para alguém que nada lhes tem a ensinar. Falam e respondem aos mais velhos sem respeito, nem qualquer admiração!
Criando assim quase impossível a transmissão mutua de conhecimento!

Os políticos são acusados de mentir ao povo e de corrupção!
Descredibilizando cada vez mais a classe politica!

Os pais demitem-se da sua obrigação de educar seus filhos atribuindo essa missão aos professores!
Acabando os pais por não conhecerem os filhos!

Os médicos preocupam-se mais em ganhar dinheiro do que em servir os seus pacientes!
Olham para os seus pacientes como quem está a olhar para um mero cliente a quem prestam um serviço!

Os países ditos civilizados aprovam leis que permitem o aborto, a eutanásia e a pena de morte. Tudo leis que desvalorizam o valor da vida!


Na sociedade actual as pessoas valem mais pelos bens que possuem do que por aquilo que são como seres humanos!
Valorizando as pessoas pela sua aparência, pela roupa que vestem, pelo carro que conduzem!

Os governos aprovam leis que permitem a união legal entre pessoas do mesmo sexo!
Banalizando a homossexualidade, convertendo a sexualidade num mero instrumento de prazer!

Tudo é relativo nada é concreto!
Tudo é permitido desde que o indivíduo, a sociedade, as maiorias atinjam os seus objectivos!

domingo, 28 de março de 2010

Caminhos e utopias


O artigo de opinião do Doutor Manuel Maria Carrilho publicado esta semana no jornal Diário de Noticias fala-nos de crise, globalização e consumismo:

“Os produtos especulativos mais perigosos continuam a acumular-se. Os défices públicos aumentam. O nível de produção e o valor dos patrimónios permanecem largamente inferiores ao que eram antes da crise. As falências das empresas aumentam, o desemprego amplifica-se, as famílias não conseguem respeitar os seus compromissos. Enfim, apesar de todos os discursos e promessas, nenhuma regulação do sistema financeiro e nenhuma das alterações estruturais que a crise tornou necessárias se concretizou até hoje. A incapacidade do Ocidente em manter o seu nível de vida sem se endividar - que é a causa mais profunda desta crise - está longe de ter sido ultrapassada."

“Depois de quase duas décadas de globalização tão entusiástica na ilusão do seu triunfo, como imprudente na avaliação dos seus efeitos, eis que a sua primeira verdadeira crise se revela de um dramatismo inesperado. E por duas razões, ou melhor, devido a uma dupla incapacidade: por um lado, a incapacidade para se pensarem as inúmeras interdependências em que, e a todos os níveis, vivemos hoje. E, por outro lado, a incapacidade para se agir sobre elas, de um modo compreensível, pedagógico e eficaz.”

“Se há lição que é preciso tirar da evolução da globalização, é que a interdependência deixou de ser uma garantia contra o risco, para se tornar no seu principal elemento de propagação. Como de resto se vê bem pelas "bolhas" que se têm multiplicado nas últimas décadas a um ritmo sem precedentes na história do capitalismo.”

Deixa-nos também estas questões inquietantes, que toda a sociedade terá de resolver:

“Mas qual pode ser esta opção? Esta é, sem dúvida a mais difícil de todas as questões, mas a iminência da avalanche impõe-na de um modo cada vez mais claro. Como substituir as funções sociais, os modelos comportamentais, as múltiplas expectativas que se associam a esse modelo? Haverá felicidade, individual e colectiva, sem perspectivas de um tal crescimento? Será possível equacionar uma nova ideia de progresso, fora do eixo produtivismo/consumismo?”

Fala-nos dos caminhos que a sociedade global terá de percorres, catalogando-os de utopias:

"A utopia ecológica, que procura estabelecer regras universais que garantam o equilíbrio do planeta - e que sofreu um grande revés com o fracasso de Copenhaga."

"A utopia tecnológica, que aposta sobretudo em "esverdear"o crescimento, acreditando que a humanidade acaba sempre por encontrar soluções técnicas para os seus problemas, nomeadamente para aqueles que decorrem das crises de escassez."

“E a utopia antropológica, que procura estimular uma reflexão de fundo sobre o modo de vida das nossas sociedades, as raízes e os efeitos da extrema dependência em relação ao hiperconsumo nos modelos de vida hoje dominantes. Como bem diz Cohen, esta é a utopia decisiva, porque é ela que "obriga a que nos interroguemos sobre o que há de mais inessencial na civilização material que o Ocidente exportou para o resto do mundo, e a questionar os fundamentos das nossas sociedades".”

Será que não passam verdadeiramente de utopias? Ou será que são deveras o caminho mais coerente para toda a humanidade?

Este artigo leva-me a pensar que toda esta crise se deve á adopção de alguns pecados sociais como virtudes. Senão vejamos:

O consumismo é sinónimo de inveja, quando se torna excessivo e desproporcional, as pessoas adquirem bens que não são de primeira necessidade mesmo sem ter grande poder económico, só para não se sentirem inferiores aos outros, endividando-se excessivamente.

O capitalismo é sinónimo de ganância, quando se torna desproporcionado, os patrões, os gestores, etc, esquecem-se dos seus funcionários e só pensam nos lucros e nos seus prémios.


O individualismo é sinónimo de soberba, quando se torna exagerado, faz com que a pessoa se esqueça do outro, faz com que olhemos para a vida e a sociedade como um campo de batalha, faz com que não olhemos a meios para atingir os nossos objectivos.


Por ultimo e se calhar o mais importante de todos os nossos pecados sociais é o deturpar do sinónimo de felicidade. Hoje em dia ser feliz é ter tudo o que se quer, é fazer aquilo que se quer, é desfrutar de todos os prazeres terrenos como se não houvesse amanhã, etc.


Será que tudo isto é sinónimo de felicidade?


«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?
Não vos preocupeis, dizendo: 'Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?' Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.» (Mt 6, 25-34)

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1527587&seccao=Manuel Maria Carrilho&tag=Opini%E3o - Em Foco




terça-feira, 23 de março de 2010

Condições de trabalho em Portugal




No jornal Diário de Noticias de hoje vem uma noticia que nos fala de um dos maiores crimes sociais dos nossos empresários. O trabalho precário!

Aqui ficam pequenos trechos desta notícia:

"Três quartos das ofertas existentes nos centros de emprego [75%] correspondem a trabalhos precários e em regime temporário"

“O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou, na semana passada, a existência de 18 mil ofertas de trabalho por preencher. A esmagadora maioria desses empregos são publicados por agências de trabalho temporário, lembrou.”

“A ideia de que existe uma recusa maciça de empregos por parte dos desempregados - acusação de associações empresariais - é igualmente rebatida pelos sindicatos. "De acordo com números do IEFP de Junho de 2008, a recusa do chamado 'emprego conveniente' só foi responsável por 0,26% das anulações de subsídios de desemprego"”

“”Não se pode dizer, com ligeireza, que as pessoas não querem trabalhar, o problema é que não há empregos com o mínimo de qualidade, e entre abandonarem o subsídio e irem para um emprego que já sabem que é precário e mal pago, não o fazem", sustenta o sindicalista. Ao aceitar-se um trabalho precário pior remunerado que o anterior - e se voltar ao desemprego alguns meses depois -, o subsídio subsequente já terá um valor menor, na medida em que a percentagem dos 65% será calculada sobre uma base salarial menor. No caso de as contribuições não reunirem o mínimo legal de meses, o acesso à prestação é mesmo vedado.”

É prática recorrente dos empresários Portugueses pagar pouco e exigir muito:
- Recorrer a empresas de recrutamento de trabalho temporário para que o funcionário não tenha qualquer vínculo á empresa.
- Recrutar funcionário em regime de part-time, embora exista trabalho suficiente para ter esse mesmo funcionário a tempo inteiro, obrigando o funcionário ao abrigo da lei a trocar horas de trabalho extra por dias de folga. etc.
Achando esses senhores que conseguem motivar assim os seus funcionários!

Ler mais: http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1525731

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fórum Social Mundial «» Fórum de Davos





Num pequeno e humilde confronto de conclusões retiradas por quem esteve presente nestes dois inventos, vejamos as diferenças existentes entre aqueles que detêm o poder económico e politico e os outros……..

No final do Fórum de Davos, surgiram as seguintes declarações e noticias a publico:

“O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que há um regresso ao crescimento económico "mais rápido do que o esperado, mas que é frágil".”

“Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que se deve "melhorar consideravelmente a regulação" do sistema financeiro e torná-lo "mais resistente do que anteriormente", com normas globais.”

“Larry Summers, o principal assessor para a política económica do Presidente norte-americano, Barack Obama, assinalou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre de 2009, de 5,7%, não é suficiente "para abrir a garrafa de champanhe".”

“Na conclusão dos trabalhos deste 40º Fórum Económico Mundial, os participantes concordaram em repensar, reconstruir e redesenhar a economia global assente em princípios de sustentabilidade. Para Azim H. Premji, presidente da multinacional indiana Wipro, a recessão demonstrou que é necessário ouvir as vozes que emanam dos países fora do G8. "A auto-confiança dos países emergentes é completamente diferente", sustentou.”
“Bill e Melinda Gates apelaram ao contributo de todos para reunir 10 mil milhões de dólares (cerca de sete mil milhões de euros) para vacinar oito milhões de crianças na próxima década. Desde o seu lançamento, há 10 anos, a Aliança Global para a Vacinação e Imunização (GAVI) já salvou quatro milhões de vidas e imunizou mais de 256 milhões de crianças nos países mais pobres do Mundo.”

“Paralelamente, o FMI está a trabalhar na criação de um fundo "verde" no valor de 100 mil milhões de dólares (72,1 mil milhões de euros) para ajudar os países a enfrentarem as alterações climáticas. "É necessário ser criativo", na medida em que os países em desenvolvimento não têm meios para tomar as medidas necessárias e a capacidade dos países desenvolvidos é igualmente limitada pelos problemas financeiros resultantes da crise económica, afirmou Dominique Strauss-Kahn.”

Ler mais:

http://aeiou.expresso.pt/desilusao-na-cozinha-de-davos=f561195

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1483530&seccao=Europa






Já no fim do Fórum Social Mundial, o fórum dos outros, dos pobres, chegou a publico as seguintes conclusões:

“um dos coordenadores do FSM e presidente da CUT, Celso Woyciechwoski. Os dados foram apresentados no início desta tarde, em mesa para avaliação, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.”

“Woyciechwoski avalia que a expressiva participação da sociedade no FSM demonstra ao mundo a existência de construções colectivas de todas as ordens com o objectivo de buscar um mundo melhor.”

““A crise económica mundial de 2008 e 2009 mostrou que o Fórum estava correcto em seus apontamentos, pois evidenciou o esgotamento do capitalismo neoliberal”, pondera Woyciechwoski.”

“A edição 2010 do Fórum, acrescenta, reforçou a necessidade de se construir um mundo mais solidário e sustentável. O organizador aponta mudanças na política da América Latina e fatos inéditos, como a eleição de Barak Obama nos Estados Unidos, como demonstrações de que a humanidade busca novas possibilidades para a sociedade. Woyciechwoski ainda percebe que poderia ter ocorrido maior participação “por parte da gestão pública do RS nos debates e diálogos”.”

“Um dos membros do Conselho Internacional do Fórum e do Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo Fórum Social Mundial (GRAP), Francisco Whitaker, destaca o que essa edição do FSM coincide com sinais de crise mundial do capitalismo. Ele enfatiza que os debates do Fórum em 2010 apontam a necessidade de buscar lógicas económicas diferentes.”

““O FSM reforçou que é preciso haver outra cultura política, que supere a luta pelo poder”, disse Whitaker.”

“É preciso haver entendimento de que certos bens da humanidade não podem ser transformados em mercadoria, privatizados”, afirma Whitaker. O conceito de gratuidade, relacionado com direito de acesso a bens e serviços, foi outro debatido no FSM 10 anos.”

Ler mais:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=2810

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=2802

http://seminario10anosdepois.wordpress.com/


domingo, 31 de janeiro de 2010

Crise de Valores, Crise Moral


O último artigo de opinião do Pe Anselmo Borges publicado no jornal Diário de Noticias fala-nos de “A humanidade sob ameaça”. Indica-nos quais são as “quatro revoluções em marcha”, os perigos dessas mesmas revoluções e possíveis soluções para esses mesmos perigos:


“ Uma revolução económica, com a mundialização, que significa a concretização da ideia de McLuhan de que formamos uma "pequena aldeia" e a chegada ao palco da História de grandes países emergentes.”

“Outra é a revolução cibernética, que, como disse Jean-Claude Guillebaud, faz nascer um quase-planeta, um "sexto continente".”

“A revolução genética transforma a nossa relação com a vida, a procriação e pode fazer bifurcar a Humanidade: a actual continuaria ao lado de outra a criar.”

“Também está aí a urgência da revolução ecológica, que, se a Humanidade quiser ter futuro, obriga a uma nova relação com a natureza. Sem esquecer o perigo atómico e do terrorismo global.”


“Perante todas estas revoluções e face aos problemas que agora são globais, como a droga ou o trabalho, impõe-se, em primeiro lugar, pensar numa governança mundial. Depois, não sei de que modo o futuro será, como diz J.-Cl. Guillebaud, uma "modernidade mestiça", mas, para evitar o "choque das civilizações", impõe-se o diálogo intercultural e inter-religioso.”

“Há anos que o famoso teólogo Hans Küng se não cansa de repetir que, sem paz entre as religiões, não haverá paz entre as nações, e essa paz supõe o conhecimento e o diálogo entre as religiões.”

“Coube também a Hans Küng o desafio para preparar o projecto do que em 1993 se tornou a "Declaração para uma ética mundial", aprovada pelo Parlamento das Religiões Mundiais, em Chicago. A Declaração é um documento humanista, que proclama programaticamente: "Frente a toda a inumanidade, as nossas convicções religiosas e éticas exigem que cada ser humano deve ser tratado humanamente. Isto significa que cada ser humano - sem distinção de idade, sexo, raça, cor da pele, capacidades físicas ou espirituais, língua ou religião, consideração política, origem nacional ou social - possui uma dignidade inalienável e inviolável. Todos - tanto o indivíduo como o Estado - têm de respeitar esta dignidade e garantir a sua defesa efectiva". Os direitos e os deveres humanos é aqui que assentam.”

“Mas onde se fundamentam a dignidade e os direitos humanos? Questão gigantesca, que tem a ver com a problemática do pré-jurídico e do pré-político, debatida há anos, num diálogo célebre entre o então cardeal J. Ratzinger e o filósofo J. Habermas, e a que se referiu também, pouco antes de morrer, L. Kolakovski: "Sem tradições religiosas, que razão haveria para respeitar os direitos humanos? Vendo as coisas cientificamente, o que é a dignidade humana? Superstição? Do ponto de vista empírico, os homens são desiguais. Como justificar a igualdade? Os direitos humanos são uma ideia a-científica."”


“A conclusão é que o próprio Homem se tornou objecto de cálculo, coisa negociável. Assim, já não pode haver dúvidas: no meio das gigantescas crises mundiais, o núcleo mesmo da crise no nosso tempo é a crise de valores, a crise moral.”


Quer queiram, quer não, os valore morais, cívicos ou sociais, estão associados á religião, á fé!

A actual crise de valores, crise moral, de que o Pe Anselmo Borges fala neste artigo, deve-se ao afastamento da religião de boa parte da humanidade, em contraponto com o extremar de posições e doutrinas de uma minoria!

A religião hoje em dia é vista por muitas pessoas como uma prisão social, algo ultrapassado e que impede crescimento individual, algum desenvolvimento social e tecnológico!

Estarão essas pessoas certas? Penso que não! A Igreja, a religião nos dias de hoje não impõe nada a ninguém! Aconselha, mostra um caminho; define, mostra o projecto que Deus tem para cada um de nós!

Todos nós fazemos parte do projecto Deus!!

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1482689&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco







terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fórum social 2010




Ontem na cidade de Porto Alegre, no Brasil, começou o décimo Fórum Social Mundial, com o seguinte slogan "Um outro mundo é possível". É um fórum que tem como objectivo ser o contraponto ao Fórum Económico Mundial (Um invento que é visto como a reunião da elite capitalista) busca um novo rumo, com os olhos postos no desafio das alterações climáticas.

Toda a informação poderá ser encontrada aqui:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/



Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1478040&seccao=CPLP

http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRVVONlYHZFVX1GeXJ1aKVVVB1TP

Economia solidária



A Economia solidária é uma nova visão da economia, é uma nova forma de proporcionar uma linguagem actual, renovada, motivadora e atraente, num contexto cultural como o contemporâneo, em que as concepções tradicionais do cooperativismo, mutualismo e a autogestão parecem ter perdido a capacidade de convocatória.

É por demais evidente que a Economia Social e Solidária possui experiências, valores e conhecimento para se afirmar como uma alter¬nativa a uma economia que, apesar de um esforço de “socialização”, não altera os seus modelos e insiste no antagonismo Trabalho-Capital. O sentimento de precarização que afecta cada vez mais pessoas (de todas as idades), é uma dura realidade que merece uma resposta cria¬tiva, renovadora e solidária.

É uma alternativa a arquitectar frente à globalização da Economia Neoliberal.

Apresento um quadro que considero representativo das diferenças entre a Economia Neoliberal e a Economia Solidária, produzido pela DESMI, AC, organização de Economia Solidária com sede em Chiapas, México:



Economia Neoliberal

Função do trabalho:
Produtividade

Organização do trabalho:
Hierárquica: Os proprietários são os patrões
Decisões centralizadas

Tecnologia:
Substituição do trabalho humano

Terra:
Fins comerciais
Propriedade individual
Empresa

Produção:
Para o mercado
Em escala

Preços dos produtos:
Relação oferta e demanda

Mercado:
Controlado por transnacionais e os Bancos mundiais

Dinheiro:
Poder

Relações Humanas:
Dominação

Espaço:
Concorrência

Economia Solidária

Função do trabalho:
Satisfazer as necessidades e a realização pessoal

Organização do trabalho:
Democrática
Decisões com base na participação colectiva e tomadas em Assembleia

Tecnologia:
Instrumento para o trabalho

Terra:
Sustento
Propriedade colectiva ou
Individual para uso colectivo

Produção:
Auto consumo, intercâmbio e mercado

Preços dos produtos:
De acordo com o trabalho

Mercado:
Controlado por produtores e consumidores segundo necessidades reais

Dinheiro:
Meio de intercâmbio

Relações Humanas:
Cooperação

Espaço:
Proximidade

Economia solidária será uma utopia? Não, não é uma utopia! É isso sim, uma opção justa,e lógica num mundo onde é urgente uma busca de novas formas económicas alternativas!

Ler mais:

http://www.modevida.com/redes.html

http://www.animar-dl.pt/vezvoz/ver_artigo.php?id=120

http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=71942


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Portugal desorientado



Hoje em dia em Portugal quando se fala de economia, politica e emprego, fala-se de crise!

João César das Neves, no seu artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias de ontem, destaca que os portugueses estão desorientados!
Fala-nos do desânimo, do “cruzar os braços” evidente no comportamento da sociedade, do povo português!
Em todo o artigo demonstra coerência e um conhecimento profundo e correcto da realidade actual!

Aqui fica o que demais significativo para mim lá encontrei, e algumas considerações de minha autoria:

“As novas gerações queixam-se do sistema sem futuro que os pais criaram na revolução e que os condena ao emprego precário. Multiplicam-se as queixas, escândalos, intrigas, fúrias, desconfianças. Apela-se a um Salazar que venha pôr isto na ordem. Portugal está desanimado.”

Sempre conheceram uma vida feita de facilidades, portanto, ao mínimo problema sentem grandes dificuldades!

“Os que se lamentam da situação actual já esqueceram os terríveis sofrimentos do tempo da guerra mundial, mesmo sem termos entrado, e da guerra colonial, em que entrámos 13 anos. Já não se lembram das enormes crises de 1970 e 1980 e dos medos na entrada na Europa. Todas essas coisas parecem longínquas, mas as gerações anteriores enfrentaram problemas muito piores e conseguiram trazer-nos até aqui. O nosso sarcasmo e desilusão é simples mediocridade. Queixamo-nos dos políticos que são patéticos. É bom não imitarmos a sua indignidade.”

Os nossos políticos são o espelho da nossa sociedade! Se eles na sua maioria são mãos, é sinal de que a nossa sociedade na sua maioria é má!!

“Porque o problema de Portugal não se revolve nas leis e no Parlamento. A dificuldade não está no Orçamento e portarias. A solução não passa pelos programas ministeriais e debates partidários. É através da acção diária de 10 milhões de pessoas, cada uma a tentar melhorar a vida, que o País avança.”

Por mais leis, orçamentos ou portarias que se criem haverá sempre um meio de as contornar! É esse o pensamento de grande parte dos portugueses!

Termina o artigo com esta magnifica frase:

“Precisa de trabalhar em vez de se endividar; de empreender em vez de reivindicar; de poupar e investir em vez de esperar do Governo. O único real obstáculo é o desânimo.”

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1472479&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crise de afectos


Muito se tem falado de crise e das suas causas. Uns dizem que a culpa é dos governantes, outros que é dos economistas, outros que é dos gestores de empresas. Há até quem diga que a culpa é da cultura consumista que se apoderou da sociedade! Todos têm razão!


Mas tudo isto deve-se, e muito, há maior de todas as crises, a crise de afectos!
Um sentimento, uma atitude, um valor desprezado por grande parte das pessoas!
Essa crise é visível pela maneira fria, interesseira, calculista e ambiciosa com que as pessoas se relacionam com os outros, sejam eles familiares ou simples amigos, ou conhecidos!
Todos os relacionamentos humanos deveriam ter como base sentimentos de afecto reais, desinteressados e até de doação!

Mas, o que se vê e sente, é um negociar afectos, de modo interesseiro, do modo mais conveniente para o próprio. Ou seja: “dou-te um abraço, um beijo, um conselho, atenção se me deres algo em troca, se me fizeres esta ou aquela vontade!”.


Hoje em dia para muitas pessoas o afecto é algo que se negoceia, compra e vende!

Como Cristão, fará isso sentido?

“Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus:
Ele, que é de condição divina,
não considerou como uma usurpação ser igual a Deus;
no entanto, esvaziou-se a si mesmo,
tomando a condição de servo.
Tornando-se semelhante aos homens
e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem,
rebaixou-se a si mesmo,
tornando-se obediente até à morte
e morte de cruz.” (Fl 2 5-8)


Ler mais:









segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muros que envergonham


No dia em que se celebra os vinte anos da queda do muro de Berlim, fica a ideia de que há ainda muitos muros para deitar a baixo, muitos muros para cair!

Tanto políticos como sociais e espirituais!

No que se refere aos muros políticos, existe no mundo muitos muros tão ou mais vergonhosos que o muro de Berlim! Senão vejamos:

Ceuta & Melilla, o Muro de Ceuta é um muro de separação construído pela Espanha em África, separando Marrocos da cidade de Ceuta. Tem como objectivo principal impedir a imigração ilegal para o território da União Europeia e ainda o contrabando. Teve um custo de cerca de 30 milhões de euros, pagos em parte pela União Europeia.


Muro fronteiriço Estados Unidos-México, O muro fronteiriço Estados Unidos–México é um muro de segurança construído pelos Estados Unidos em parte da sua fronteira com o México. O seu objetivo é impedir a entrada de imigrantes ilegais, sobretudo mexicanos e centro-americanos procedentes da fronteira sul, em território dos Estados Unidos. A sua construção teve início em 1994 com o programa anti-imigração-ilegal conhecido como Operação Guardião.


Coreia do Norte & Coreia do Sul , A Zona Desmilitarizada ou DMZ designa uma zona tampão que separa a Coreia do Norte e do Sul, desde 1953, quando terminou a Guerra da Coreia, entre as facções do Norte, apoiadas pela União Soviética, e do Sul, apoiada pela O.N.U. e pelos E.U.A.. A Coreia foi ocupada no fim da segunda guerra mundial, estando até então sob o governo do Japão (que integrava as forças do Eixo), pelos Aliados, União Soviética, que chegou primeiro e ficou no Norte, e E.U.A. que chegou depois e ocupou o Sul.


Israel, O Muro da Cisjordânia é uma muralha que separa Israel da Cisjordânia, cuja construção está sendo realizada pelo governo israelense. Uma pequena parte do muro (cerca 20%) coincide com a antiga Linha Verde; os 80% restantes situam-se em território cisjordaniano, onde adentra até 22 km, em alguns lugares, para incluir colonatos de Israel densamente povoados.


Irlanda do Norte, os muros ainda existem, são apelidados de Linhas da Paz, e ainda continuam a crescer!


Quanto aos muros sociais e espirituais, esses são tão ou mais graves que os políticos. Pois estão inter-ligados e são em grande parte da responsabilidade dos governantes de todo o mundo! Senão vejamos:

Pobreza, O número de pobres não pára de crescer e já chega a 307 milhões de pessoas no mundo. Relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) recentemente publicado mostra que nos últimos 30 anos o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1,00 duplicou nos países menos desenvolvidos.


Fome, Calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo sejam vítimas crónica ou grave subnutrição, a maior parte das quais são mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento.

Poluição, O problema atinge todos: países ricos e pobres, mas a factura é paga sobretudo pelos últimos. É sabido que a contaminação da atmosfera está a provocar graves danos na saúde e no meio ambiente. A situação está a tornar-se insustentável para a vida no planeta.
O planeta está a ficar sem florestas. Em África a situação é calamitosa. O grande pulmão da Humanidade que é a Amazónia está seriamente ameaçado. Pouco parece que tem servido os sucessivos alertas mundiais. O dinheiro fala mais alto.
Os oceanos estão doentes. Os recursos marítimos estão em regressão. Inúmeras espécies estão em vias de extinção. Os motivos são sempre os mesmos: poluição, sobre-exploração pesqueira,etc.
As necessidades de energia, sobretudo nos países mais desenvolvidos, não pára de aumentar. Este aumento tornou-se crucial para a sustentabilidade das suas economias, ameaçando incendiar o mundo.

Guerra, no século XX, os conflitos armados provocaram, directa ou indirectamente, a morte de 191 milhões de pessoas, mais de metade dos quais eram civis.


Ditaduras, Uma grande parte da população mundial vive sob regimes ditatoriais ou onde a liberdade de expressão está condicionada. A maioria destes regimes são produto de golpes militares, os quais tem procurado "legitimar-se" através de pseudo-eleições democráticas.


Racismo, Em todo o mundo, os imigrantes são os alvos privilegiados de manifestações racistas.


Genocídio, A tentativa de extermínio de povos inteiros chegou até aos nossos dias, sendo justificada quase sempre pelas mesmas razões de sempre: conquista de territórios e apropriação das suas riquezas, conflitos religiosos, políticos, tribais ou raciais, escravização de populações, etc.


Há ainda muito a fazer, é só querer! E cada um de nós tem algo a fazer para derrubar mais um muro!


Ler mais: