quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Guantánamo. Justiça, que justiça?



Mais uma prova de força de um pais que se diz “policia do mundo”, guardião dos “direitos humanos”, etc.. (os Estados Unidos da América claro!!)


Mais uma prova da hipocrisia desta humanidade Ocidental onde até a justiça depende dos interesses políticos e económicos:

“Omar tinha apenas 15 anos quando, a 27 de Julho de 2002, foi capturado pelas Forças Especiais americanas, após confrontos com presumíveis elementos da Al-Qaeda no leste do Afeganistão. Segundo várias testemunhas, Omar - ferido nas costas, onde foi atingido duas vezes, e no olho esquerdo de que acabou por cegar - , terá sido interrogado a primeira vez em Bagram quando se encontrava sob o efeito de anestésicos, após ter sido submetido a várias cirurgias, ou quando tinha estado algemado durante muito tempo com as mãos à altura dos olhos, a cabeça tapada e soluçando.”

“Para os seus advogados, estamos perante "o primeiro processo de uma criança-soldado da história moderna", tendo em conta que Omar tinha 15 anos quando foi detido e permanece, desde então, na prisão de Guantánamo. Responsáveis em Washington preferiam que o caso não fosse a tribunal tendo em conta as vozes críticas, como a de Anthony Lake, ex-conselheiro do Presidente Barack Obama e chefe da Unicef. Para Lake, este caso pode criar um perigoso precedente internacional e levar a que mais jovens sejam vitimizados pela guerra. E há quem alerte para o facto da era Obama poder ficar na história pelo "julgamento da criança-soldado".”

O processo de Khadr, segundo as ONG, está marcado pela ilegalidade e o seu julgamento é o primeiro da Administração Obama, o Presidente que prometeu encerrar Guantánamo. Khadr tinha só 15 anos quando foi detido, numa clara violação aos direitos humanos. Daí o seu julgamento ser considerado o primeiro "de uma criança- -soldado" da era moderna.

“organizações internacionais de defesa dos direitos humanos e da criança revelaram, em 2009, que o Canadá gastou mais de 1,3 milhões de dólares para garantir que Omar permaneceria em Guantánamo.”

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1638422&seccao=EUA e Am%E9ricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1639046&seccao=EUA e Am%E9ricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1638419&seccao=EUA e Am%E9ricas

domingo, 1 de agosto de 2010

Onde está o demónio?



Ao ler este artigo de opinião do Padre Anselmo Borges publicado ontem do jornal Diário de Noticias (http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1631057&seccao=AnselmoBorges&tag=Opini%E3o-EmFoco) fiquei com a sensação de que o meu conceito do demónio está muito próximo do conceito de grandes pensadores da Igreja, senão vejamos:

Eu, com base na minha humilde formação Cristã, considero que o demónio é o nosso lado animal (egoísmo, prazer fácil, apego aos bens materiais, etc), e não nada exterior ao ser humano, nada vindo do alto.

O Padre Anselmo Borges escreve o seguinte:

“Já na década de 60 do século passado, um dos maiores exegetas católicos, professor da Universidade de Tubinga, Herbert Haag, escreveu uma obra justamente célebre Abscied vom Teufel (Adeus ao diabo), mostrando que não há qualquer fundamento para a crença no demónio.
O que se passa é que há o mal no mundo e o seu horror: sofrimento, traições, torturas, genocídios, doenças esmagadoras. Donde vem o mal, se Deus é infinitamente bom? O diabo poderia, numa primeira aproximação, ser um explicação. Ele tentou e tenta o ser humano, este cai na tentação e provoca o mal. Mas já Immanuel Kant pôs na boca de um catequizando iroquês a pergunta: Por que é que Deus não acabou com o diabo? E há uma outra pergunta: Quem tentou os anjos, para que eles, de bons, se transformassem em demónios?
Colocar o diabo ao lado de Deus, no quadro de um dualismo maniqueu, é uma contradição. O diabo não explica nada. O mal é inevitável por causa da finitude.
É verdade que nos Evangelhos Jesus aparece a expulsar os demónios. Certamente participou da crença do seu tempo, que atribuía as doenças ao demónio. Hoje sabemos que se tratava de pessoas com ataques epilépticos ou sofrendo de histeria, de doenças do foro psiquiátrico. E não se pode esquecer a linguagem simbólica. Caso paradigmático é o daquele passo no qual Jesus expulsa os espíritos malignos - "o meu nome é Legião" - de um homem apanhado pela desgraça, enviando-os para uma vara de porcos (uns dois mil), que se precipitou no abismo do mar. Tudo se torna claro, quando se sabe que o porco era um animal impuro e o mar, o lugar dos monstros e símbolo do mal.
É essencial perceber que Jesus anunciou Deus e o seu Reino e não Satanás. O diabo não faz parte do Credo cristão. O diabo apenas pode aparecer como símbolo personificado de todo o mal que ainda aflige a humanidade, mas que Deus combate e a que há-de pôr termo, segundo a Boa Nova de Jesus.
O diabo não pode ser apresentado como concorrente de Deus, uma espécie de Anti-Deus, nem faz sentido pensar que ele se mete nas pessoas, para tomar conta delas. Não há possessos demoníacos, mas apenas doenças e doentes de muitas espécies, que é preciso ajudar. E, se Jesus anunciou Deus e não Satanás, o que faz falta é combater tudo o que na vida pessoal e pública é diabólico e impede o Reino de Deus: a injustiça, a corrupção, o orgulho, a ignorância, a falta de solidariedade.”



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cumprir “Os Objectivos do Milénio” para quando?



Embora não seja novidade para ninguém! É sempre importante relembrar!


Estes são, os trecho mais importantes (para mim!) de um artigo de opinião, publicado, no jornal Diário de Noticias, de ontem, do Prof. Adriano Moreira :

"Quando, por outro lado, avaliamos a intervenção que pode referir-se ao Conselho de Segurança, onde, segundo as normas vigentes, está assente o poder de impor decisões a favor da paz, sem a qual é difícil admitir que existem Objectivos do Milénio viáveis, vamos encontrando uma enumeração tenebrosa de violências em curso: que a tortura é uma prática generalizada, e geralmente impune; que em Jerusalém Ocidental as demolições e novos colonatos podem constituir crimes de guerra; que a situação dos refugiados do Líbano é preocupante; em Gaza, os directores da UNRWA (Refugiados da Palestina no Próximo Oriente), condenam ataques contra instituições recreativas para crianças; no Quirguistão o alto-comissário para os Refugiados apela à reconciliação; na Somália até o direito de fugir tem dificuldades crescentes; no Darfur os grupos armados são exortados sem êxito a negociar com o governo; novas sanções são aplicadas ao Irão; no Kosovo o enviado da ONU apela à calma depois da violência; pede-se a punição dos que continuam a recrutar crianças-soldados; no Iraque e no Afeganistão a situação está longe de inspirar a esperança próxima de uma vida pacífica.
Não se encontra, em qualquer destas intervenções, uma repetida e decidida condenação do tráfico de armas que torna possíveis as violências, nem da privatização da guerra, nem da corrida à sofisticação dos armamentos, isto é, do complexo militar-industrial que, à margem do direito internacional, largamente se alimenta dos recursos que tornariam viáveis os Objectivos do Milénio. A distância da lei, e por vezes a distância desta do paradigma ético da ONU e da Declaração de Direitos Humanos, acentuam a gravíssima e alastrante situação de os factos articularem o normativismo à margem das instituições. Por isso, o apelo ao Estado de direito é crescente, a esperança na Justiça internacional consolida-se com louvores ao Tribunal Penal Internacional, o poder da palavra está em exercício: mas enquanto não se conseguir eliminar esta anarquia, os Objectivos do Milénio tardarão em ser um outro nome da paz."

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1627492&seccao=Adriano Moreira&tag=Opini%E3o - Em Foco

sexta-feira, 16 de julho de 2010

53 500 Interrupções Voluntarias da Gravidez em três anos



Foi á três anos que a interrupção voluntaria da gravidez foi legalizada. Nessa altura os partidários do sim reagiam assim:

“"Vitória! Vitória! Vitória!", gritavam actrizes de telenovelas em uníssono com professores universitários. "Ganhámos! Ganhámos!", dizia alguém ao telefone. Maria Antónia Palla, combatente de longa data pela despenalização do aborto, não escondia a emoção: "É o reconhecimento de que as mulheres têm capacidade para assumir uma decisão que é a mais grave que se pode tomar na vida"”

"Agora é precisa muita atenção à regulamentação da lei, para que não se perca esta dinâmica. Não devem ser impostas muitas limitações, como comissões de acompanhamento e complicações do género, que são um atestado de menoridade da mulher."

“"Esta vitória representa o princípio do fim do aborto clandestino em Portugal. Compete agora à Assembleia da República a alteração urgente da lei", acentuou Marta Craw-ford, sublinhando que o referendo constitui um "sinal claro ao Ministério [da Saúde] para que o Serviço Nacional de Saúde se organize modo a que a lei seja implantada".”

“o direito à liberdade da mãe e o direito à vida do embrião. Aliás, os próprios movimentos que se opõem manifestam isto mesmo, ao denominarem-se respectivamente "pela escolha" e "pela vida". Assim, a resposta à pergunta do referendo apresenta-se de forma cortante. Quem acha que a liberdade da mulher para determinar a sua vida e o seu corpo é essencial deve votar "sim".”

“Quem vota "sim" tem de estar preparado para levar a sua defesa da liberdade da mulher a ponto de se sobrepor à vida do filho em gestação.”

Ler mais:


http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=651662

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=652729

Hoje passados esses mesmos três anos, os números, as estatísticas, as reacções são estas:

“Pelo menos um terço das mulheres que fazem interrupções voluntárias da gravidez (IVG) faltam à consulta de planeamento familiar, obrigatória por lei. Mas há unidades em que esta percentagem sobe para metade dos atendimentos e chega até a 90%. A situação é apontada como uma das causas de repetição de abortos e já levou vários médicos a defender o pagamento de taxas moderadoras para mulheres que fazem mais do que uma IVG.”

“E as previsões do Ministério da Saúde de 20 mil interrupções anuais estão perto de se concretizar. Mas os médicos denunciam que o planeamento familiar continua a falhar.”

“O estudo da FPV baseia-se nos dados da Direcção-Geral de Saúde (DGS) e estima que nos últimos três anos tenham sido feitos 53 500 abortos legais em Portugal. De acordo com os dados da DGS, entre Julho de 2007 e Junho de 2008 foram realizadas 15 370 IVG "por opção da mulher" e entre Junho de 2008 e Junho de 2009, 18 856.”

““Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.”

“São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto.”

“É também um exemplo de má fé legislativa: os adeptos do "sim" sabiam que esta lei não iria resolver nada e, pelo contrário, agravaria a situação. Ninguém com um mínimo de conhecimento da realidade, das causas que estão na origem do aborto, da heterogeneidade das situações, da desigualdade das condições podia, de boa-fé, acreditar na bondade da lei. Aceitaram-se como bons dados forjados, ouviram-se peritos escolhidos à la carte, criou-se um discurso ditatorial, explorou-se a compaixão das pessoas e apagou--se o histórico.”

“Uma lei que liberaliza, que consagra o aborto a pedido sem necessidade de qualquer justificação, é uma lei que institui a violência pela consagração de medidas desproporcionais e banaliza um acto que, em qualquer circunstância, é sempre de extrema gravidade. Criou-se nesta, como em outras questões éticas, uma cultura desumana assente na exaltação do egoísmo e da irresponsabilidade: da mulher em relação a si própria, em relação a um terceiro cujo direito a nascer é preterido ao menor capricho, em relação à sociedade em geral que não se revê num desmazelo militante cuja factura não quer pagar, em relação aos profissionais de saúde que abraçaram uma vocação assente em valores que estes actos violentam, e que estão na primeira linha de um SNS de recursos escassos e necessidades crescentes.”

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Será verdade?



João César das Neves no seu artigo de opinião publicado no jornal Diário de Noticias de hoje, transcreve uma entrevista a um proprietário ou responsável de uma empresa de consultores de imagem e assessores de imprensa.


Empresas essas que assoariam os nossos políticos!


Embora fique a sensação de que se trata de uma entrevista fictícia?………demonstra muito daquilo que se passa nos bastidores da política! Só por isso já é preocupante!
Queremos nós continuar a ser enganados?


Aqui ficam pequenos trechos desse artigo:

“Não é bem assim. José Sócrates existe, mas como personalidade artificial criada nos estúdios especializados da nossa empresa www.makeyourleader.com. Trata--se, não de uma pessoa verdadeira, mas de alguém especialmente concebido por técnicos altamente treinados para garantir uma liderança de qualidade. O PS contratou os nossos serviços em 1998, quando Guterres entrou em decadência, e trabalhamos desde então.”

“Isso, antigos projectos de engenharia e até os problemas dos parentes falsos, que nós criámos, foram detectados por jornalistas. Felizmente ninguém foi ao fundo da questão até à vossa descoberta.”

“Correr mal? Quem disse? Consideramos o "projecto Sócrates" um dos nossos maiores êxitos. Mantemos a criação no poder há mais de cinco anos, o terceiro mais longo PM desta democracia, e lutaremos pelo segundo lugar. Pelo menos!”

“O uso da golden share na PT foi a mais recente invenção do nosso laboratório, para anular os efeitos da subida de impostos e derrota no Mundial de Futebol. Foi brilhante!”

“Claro! A decisão não tem pés nem cabeça. Mas é uma genial jogada de diversão. O princípio básico é que a política deve ser mantida o máximo de tempo no reino da ficção. É essencial discutir assuntos inúteis. Quando o mundo real entra no debate público, as coisas saem do domínio, porque a realidade é imprevisível. Só a ficção se controla. O ideal é ter todos a discutir diplomas escolares do PM, corrupção, casamento gay, zangas de dirigentes e disparates afins. Afastar o mais possível a atenção dos problemas das pessoas. É para isso que serve a política.”

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1616274&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Que valor tem uma vida humana?




Ronnie Lee Gardner de 49 anos, condenado á morte em 1985 por assassínio de um advogado quando tentava evadir-se do tribunal em que estava a ser julgado também por assassínio, em 1984, durante um ataque à mão armada, foi hoje executado pouco depois das 06:00 tmg (07:00 em Lisboa), por fuzilamento no Estado norte-americano de Utah, depois de ter sido recusado um último pedido de clemência, informaram fontes prisionais.
Nos últimos dias, Gardner terá mostrado a intenção de, caso fosse amnistiado, iniciar um programa para ajudar jovens problemáticos, como ele foi.


Não sendo certo que cumprisse com tal intenção, é no mínimo um exemplo que dá que pensar!
Será que alguém tem o direito de tirar a vida a um ser humano sem lhe dar a oportunidade de se redimir, de se arrepender, de tentar ser útil á sociedade?

Ler mais:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1596161&seccao=EUA e Am%E9ricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1596569&seccao=EUA e Am%E9ricas


quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Igreja, os leigos e a sociedade




É com muito agrado que leio as declarações proferidas por D. José Policarpo nas Jornadas Pastorais do episcopado português! Parece-me importante a relevância dada por D. José Policarpo á missão dos leigos na sociedade. Missão essa que é esquecida por boa parte das pessoas que se dizem Católicas!

Ficam aqui os trechos que para mim são mais significativos:

“«É impressionante verificar a pouca importância que a dimensão ética tem nas escolhas políticas», notou D. José Policarpo, defendendo que «a Igreja deve lutar» por que o voto seja «a escolha de uma consciência bem formada e esclarecida». «O que não significa [que a Igreja deva] imiscuir-se no estritamente político», ressalvou.”

“Aliás, é nos cristãos leigos que o cardeal patriarca vê «novas formas de intervenção» na sociedade, sabendo ler os «sinais dos tempos».”

“O cardeal diagnosticou uma «situação anacrónica» em que «qualquer intervenção da Igreja», em especial da sua hierarquia, «é facilmente julgada como intervenção na esfera do estritamente político».”

“A hierarquia, indica, «abstém-se habitualmente de se imiscuir no âmbito do estritamente político», mas os cristãos leigos «não são a isso obrigados».”

“José Policarpo defendeu que os cristãos leigos «devem ser porta-vozes, no seio da sociedade, dos autênticos valores cristãos», mas não se devem limitar a «denunciar» aquilo que vêem como «desvios».”

“Se o «anúncio» da doutrina cristã começa por ser «denúncia, corre o risco de nunca ser anúncio», disse, acrescentando que, se se limitar a denunciar, a voz dos católicos pode «ser facilmente interpretada como mera tomada de posição política e ser vítima de fundamentalismos».”

“é preciso encontrar formas novas de intervenção da Igreja na sociedade”.

“A Igreja faz parte integrante do todo da sociedade e dada a qualidade da sua mensagem e o número dos seus membros, não pode deixar de procurar formas sempre novas para contribuir para o bem da comunidade humana em que está integrada”, afirmou.”


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

“Tudo é relativo nada é concreto!”


Hoje em dia é comum ouvir as mais variada frases quando se debate assuntos importantes e de responsabilidade. Tais como:


“Isso é relativo!” “Depende da perspectiva!” “É um ponto de vista”


São frases que demonstram a perspectiva relativista da sociedade!
São frases que demonstram um relativismo cego!
São frases que demonstram o quanto os valores morais e sociais estão a ser questionados, conforme o desejo e a necessidade egoísta das pessoas, da sociedade!

Os idosos são abandonados em lares ou em suas próprias casas!
Esquecendo os seus familiares tudo o que essas pessoas por eles fizeram!

Os jovens olham para os mais velhos como quem está a olhar para alguém que nada lhes tem a ensinar. Falam e respondem aos mais velhos sem respeito, nem qualquer admiração!
Criando assim quase impossível a transmissão mutua de conhecimento!

Os políticos são acusados de mentir ao povo e de corrupção!
Descredibilizando cada vez mais a classe politica!

Os pais demitem-se da sua obrigação de educar seus filhos atribuindo essa missão aos professores!
Acabando os pais por não conhecerem os filhos!

Os médicos preocupam-se mais em ganhar dinheiro do que em servir os seus pacientes!
Olham para os seus pacientes como quem está a olhar para um mero cliente a quem prestam um serviço!

Os países ditos civilizados aprovam leis que permitem o aborto, a eutanásia e a pena de morte. Tudo leis que desvalorizam o valor da vida!


Na sociedade actual as pessoas valem mais pelos bens que possuem do que por aquilo que são como seres humanos!
Valorizando as pessoas pela sua aparência, pela roupa que vestem, pelo carro que conduzem!

Os governos aprovam leis que permitem a união legal entre pessoas do mesmo sexo!
Banalizando a homossexualidade, convertendo a sexualidade num mero instrumento de prazer!

Tudo é relativo nada é concreto!
Tudo é permitido desde que o indivíduo, a sociedade, as maiorias atinjam os seus objectivos!